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EESP promoveu sessão temática sobre Políticas de Saúde da Mulher e Rede Cegonha e a Participação Popular

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Em virtude de este ano terem acontecido as conferências estadual e nacional sobre a Política de Saúde das Mulheres, a Escola Estadual de Saúde Pública Professor Francisco Peixoto de Magalhães Netto (EESP) promoveu na última segunda (23), no auditório do anexo do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), a nona sessão temática do ano, sobre o tema "Implantação das Políticas de Saúde da Mulher e da Rede Cegonha e a Participação Popular". A palestra foi ministrada pelo sanitarista Manoel Henrique de Miranda Pereira, coordenador estadual do Projeto de Apoiadores Institucionais e referência técnica para operacionalização da Rede Cegonha no Conselho de Secretarias Municipais de Saúde da Bahia (Cosems-Ba).

O sanitarista iniciou por enfatizar as questões das lutas sociais presentes na área da saúde da mulher no Brasil e no cenário internacional, abordando de maneira rápida a questão da microcefalia. Falou também a respeito da autonomia da mulher na hora de representar e realizar um consumo inteligente, e relatou o enfoque de gênero, e diante das projeções estatísticas, apontou que as mulheres representam 51,1% da população, destacando, a partir de suas experiências e observações, que as mesmas constituem a principal clientela do Sistema Único de Saúde.

Henrique apresentou um breve histórico das Políticas de Saúde da Mulher no Brasil, mostrando ter tido uma grande evolução, desde 1919, quando foi criado o Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP) para atender mulheres grávidas, até o 1984, com o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM), quando começou a existir um leque maior de atenção não só para as mulheres gestantes, como também para a área ginecológica, diabetes, aborto e realização de maiores estudos epidemiológicos.

O palestrante trouxe informações referentes aos causadores de mortes na população feminina, sendo elas as doenças cardiovasculares; cerebrovasculares; do aparelho circulatório; neoplasias de mama; câncer de colo de útero; complicações na gravidez (parto e pós-parto) e as diversas violências sofridas por força físicas; ameaça; por objeto perfuro- contundente e armas de fogo.

Ainda evidenciou os diferentes contextos vinculados à garantia dos direitos sexuais e reprodutivos, e a desigualdade de gênero como fator de grande importância e de forte impacto na sociedade. Por fim, explorou os aspectos da Rede Cegonha (SUS), expondo os principais pontos desenvolvidos pelo projeto, como sendo um novo modelo de atenção à saúde da mulher e da criança; uma rede de atenção à saúde materna; que tem o propósito de reduzir a mortalidade infantil/materna e neonatal, evidenciando os princípios no direcionamento ao respeito; proteção; diversidade cultural, étnica e racial; possibilidade de uma maior promoção da equidade e a participação/mobilização social.

Manoel Henrique concluiu todo o contexto do tema exibindo imagens e relatando situações de partos normais, mostrando ser contra os partos feitos através de cesária, a não ser em casos de risco. No encerramento, esteve disponível para perguntas e troca de experiências com o público presente, em espaço aberto para o debate.

Fonte: EESP
EESP/mulher1

 

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