HGCA Portal Sesab SUS
English Spanish

Últimas Notícias

HGCA realiza mutirão de cirurgia de varizes com técnica inovadora

E-mail Imprimir PDF

O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) está realizando mutirões de cirurgia de varizes com uma nova técnica, que permite que o paciente se recupere rapidamente. O serviço começou na segunda quinzena de setembro em caráter experimental, mas deu tão certo, que para atender a demanda a direção do HGCA decidiu manter os mutirões. As cirurgias ocorrem quinzenalmente, atendendo em torno de 50 pacientes por mês, sempre aos domingos. A triagem dos pacientes está sendo feita pela equipe vascular do HGCA. Os interessados devem agendar consulta ambulatorial na unidade.

O próximo mutirão está agendado para o último domingo deste mês (27/10). Uma nova técnica, que usa a radiofrequência está sendo implantada no HGCA. Trata-se de alternativa cirúrgica menos invasiva, conhecida como ablação térmica por radiofrequência. As cirurgias, que inicialmente eram realizadas no Hospital Geral de Vitória da Conquista e no Hospital Menandro de Farias, já beneficiaram mais de 400 pacientes, a maioria com úlceras venosas.

O serviço é coordenado pelo cirurgião vascular Aquiles Tadashi, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgiões Vasculares e Cirurgião Endovascular do Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador. Segundo o especialista, o procedimento dura cerca de uma hora e a recuperação do paciente ocorre num período entre 7 e 15 dias.

O cirurgião vascular Aquiles Tadashi aponta que os problemas vasculares estão entre uma das maiores causas de afastamento do trabalho. "Com a cirurgia, conseguimos que os pacientes tenham uma rápida recuperação e possam voltar às suas atividades, recuperando sua autoestima", afirmou o médico.

Vantagens

O tratamento para o refluxo da veia safena associada a varizes por radiofrequência é um procedimento menos invasivo que a cirurgia convencional, por não retirar a veia safena,estando associado ao uso de tecnologia moderna, como cateteres e/ou estiletes de radiofrequência e realização de ultrassonografia intra-operatória.


Basicamente, um cateter chamado ClosureFast é inserido na veia safena comprometida, e com acompanhamento por ultrassonografia vascular com Doppler é avançado até o ponto desejado, onde a veia está doente. O cateter é então acionado pela energia de radiofrequência (RF), gerando calor e consequentemente realizando a ablação (oclusão) do vaso.

Em seguida, é feita a retirada das varizes com pequenas incisões ou com a esclerose com injeção de espuma hiperdensa, a critério do médico cirurgião. Normalmente este procedimento está relacionado à menor permanência no hospital e ao retorno precoce do pacientes às suas atividades habituais.

Procedimento similar ocorre no tratamento das veias perfurantes, onde ao invés de ser tratada com um cateter, a mesma é tratada com um estilete, que é inserido na veia doente, e adotado procedimento similar ao do cateter ClosureFast.

Ascom/HGCA
Clériston Andrade/varizes