A Secretaria da Saúde do Estado, através da diretoria de Vigilância Epidemiológica, esclarece que dados de investigação epidemiológica realizada pelo Hospital Israelita Albert Einstein, assinada pelo infectologista Fernando Gatti de Menezes, indicam que o ex jogador Ronaldo Nazário apresentou os primeiros sintomas de doença (febre, tosse seca e mialgia) em 02/01/12, com ausência de sinais de alerta para dengue grave. Foi sugerida uma nova investigação dos casos (do ex-jogador e de empregados do mesmo), para possível descarte da notificação de caso de dengue, e caso mantida, retificação do local provável de infecção, do município de Trancoso para o município de São Paulo, tendo em vista o período mínimo de incubação (em média 5 a 6 dias) da doença. O ex jogador esteve na localidade de Trancoso, em Porto Seguro, de 29/12 a 02/01, sendo que uma empregada já estaria doente na chegada à Bahia.
Uma secretária já chegou doente, apresentando cefaléia, mialgia e febre. No dia 30/12, o ex-jogador apresentou cefaléia e mialgia, sem febre. Participou normalmente das festividades do ano novo e a secretária foi avaliada por um médico particular (consulta domiciliar). No dia 03/01, sem melhora do quadro, Ronaldo e a secretária retornaram para São Paulo. O próprio Ronaldo divulgou na sua conta do twitter a suspeita de dengue.
A Vigilância Epidemiológica do município de Porto Seguro só tomou conhecimento do fato através da imprensa e a equipe de controle da dengue visitou o condomínio onde fica a casa do Ronaldo, não encontrando foco do Aedes aegypti. Também não foram encontradas outras pessoas com sintomas sugestivos da doença.
A Sesab informa ainda que desde o mês de agosto de 2011 não foram registrados casos de dengue em Trancoso. As últimas notificações (três casos suspeitos) ocorreram no mês de agosto, com resultado laboratorial negativo para dengue. Também no ano passado, foram 2.264 casos notificados em Porto Seguro. Dentre os investigados, 1.034 encerrados como dengue clássico, cinco com dengue com complicação, um de febre hemorráriga de dengue e um óbito.
Sesab/Ascom
Dengue/Ronaldo



















