A prática de exercícios físicos é uma necessidade para as pessoas que sofrem de obesidade e, também, para os magros por ser fundamental à melhoria da capacidade cardiorrespiratória que ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares. Geralmente, as pessoas associam exercício físico à perda de peso (no caso dos obesos) ou para ganhar um corpo musculoso e bonito (nos jovens).
Ao fazer essas colocações hoje à tarde na sessão científica sobre “Os Beneficios da atividade física no tratamento da obesidade”, realizada pelo Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), a unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Cedeba), por meio do Ambulatório de Obesidade, o especialista em atividade física e saúde, Antonio Marcos Motta, disse que é preciso desmitificar o esteticismo que modela a prática da atividade física.
Eduacação e Saúde
Segundo Antonio Marcos Motta, que também é presidente do Departamento de Educação Física em Cardiologia, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (Bahia), o crescimento da população de obesos não está sendo acompanhado de um trabalho interdisciplinar que contemple a pratica de exercícios físicos. O erro, segundo ele, começa nas escolas que não trabalham educando para prevenir a obesidade e conduzem a prática de atividades físicas com ações marcadas pela competitividade.
O palestrante defende também políticas públicas de estímulo à pratica de atividade física, como a criação de ciclovias , banheiros com estruturas para banhos, nos locais de trabalho, para estimular a população a deixar o carro em casa e ir ao trabalho de bicicleta. Além de mais saudável, contribui para a melhoria da qualidade do ar com a redução da poluição atmosférica.
Problema de saúde pública
São importantes as ações de estímulo à pratica de atividade física, segundo Antonio Marcos Motta, a obesidade é muito mais que uma questão estética.Trata-se de um problema de saúde pública. Nos Estados Unidos já atinge 40% da população.
A obesidade tem sua receita: alimentação excessiva, sedentarismo e genética. Filho de pais magros tem 7% de se tornar obeso: se um dos pais é gordo, 40% e se ambos forem gordos, esse percentual sobe para 80%. A obesidade tem, portanto, base genética. Mas o modo de vida é o gatilho para a doença se manifestar.
A doença atinge mais as mulheres que os homens e, do ponto vista, socioeconômico, a população mais pobre, já que os alimentos mais calóricos são mais acessíveis. “O tratamento da obesidade inclui dieta, exercício físico, farmacoterapia e cirurgia. O exercício físico, mesmo que não provoque uma redução expressiva de peso, porque o obeso não suporta exercícios de maior intensidade, é muito importante pela melhora capacidade cardiorrespiratória”, explicou o palestrante.
De acordo com o professor Antonio Marcos Motta, nas pessoas muito obesas, o programa de exercício tem que começar com musculação porque elas não suportam a atividade aeróbica, pois estas pessoas sofrem com dores nas articulações , sendo necessário fortalecer a musculatura.
A.M.V. Mtb 694/Ba
Cedeba/praticasaude



















