PROJETO DE CONTROLE SOCIAL E PARTICIPAÇÃO POPULAR NO SUS

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia através da Superintendência de Educação Permanente e Comunicação em Saúde/Diretoria de Educação Permanente em Saúde/Coordenação de Formação, Atualização e Aperfeiçoamento em Saúde, vem desenvolvendo atividades voltadas para o Projeto de Incentivo à Participação Popular e Controle Social no SUS-BA.

Entre os anos de 1995 e 1996, foram capacitados 98 monitores, atualizados em 1999 e em 2000 capacitou-se mais 29, oriundos das Diretorias Regionais de Saúde e do Nível Central da SESAB, totalizando portanto, 127 profissionais que vêm atuando nas oficinas de capacitação junto aos Conselhos Municipais de Saúde, nas Conferências Municipais, Seminários e demais eventos relativos a Participação Popular no SUS.

Nos anos de 1996/97 foram capacitados 646 conselheiros; em 1998-310; em 1999-335 e até setembro de 2000 - 616, perfazendo um total de 1907 conselheiros treinados.

Este ano foram priorizados para capacitação, os conselheiros dos 100 municípios mais pobres do Estado, conforme Estratégia FAZ CIDADÃO do Governo da Bahia.

GRÁFICO I

Número de Conselheiros Capacitados no período de 1996 a 2000
Salvador, setembro de 2000
Fonte - SESAB / SUPECS ano 2000

 

Relação Nominal dos Monitores:

Monitores nível central (SESAB)

NOME

TELEFONE

Cristina Campos dos Santos

(71) 370-8309

Dulcemary de C. C. e Lima

(71) 370-2029

Eliacy de Almeida

(71) 357-0809 / 0810 / 0811

Elisabete Lima de Moraes

(71) 370-8309

Ianede Alves de Souza

(71) 370-4222

Jussara Godim Pitanga

(71) 371-2377

Luzia Marlene Viveiros Machado

(71) 370-8309

Marcelo Augusto Machado

Maria José Souza Silva

(71) 370-4205

Maria Lea Rocha Fagundes

(71) 370-8319 / 8320

Marilene Côrtes Felix

(71) 370-8309

Mércia Costa Jones

Regina Célia L. C. Silva

Renato Sena Gomes Júnior

(71) 370-2029

Sílvio Roberto dos Santos

(71) 336-5344 / 3707

Telma Dantas Teixeira de Oliveira

(71) 370-8309

Vera Lúcia Pamponet Sampaio

Zelia Maria Lago Pinto

 

Monitores nível regional

NOME

LOTAÇÃO

TELEFONE

Solange da Cruz Coelho
Maria Dolores Sá Teles
Ana Cristina Sampaio de C. Rêgo

1ª DIRES

(71) 386-2615


 

 

Iracema T. P. Bandeira de Melo
Zenaide Almeida Fraga
Elisabete Moreira dos Santos
Liege Maria Silva Servo
Sérgio Vianey
Sônia Leite Gomes

2ª DIRES

(75) 263-7784

Claudine Teles de Araújo

3ª DIRES

(75) 422-4282

Maria de Lourdes Vilas Boas Sampaio

4ª DIRES

(75) 731-4650 / 2688

Márcia Veiga de Araújo

5ª DIRES

(73) 254-1555 / 1556

Meire Núbia Santos de Santana
Lídia Maria Pinto Soares

6ª DIRES

(73) 634-5100 / 3274

Nádir Gomes de Brito Picalho
Elisabeth Xand de Maron Setenta

7ª DIRES

(73) 613-3822

Edna Maria de Lima Carneiro

8ª DIRES

(73) 281-1726 / 5174

Alderisa Leite Lopes
Maria Domingas de O. Santana

10ª DIRES

(75) 281-3345

Estéla Maria P. de Macedo das Virgens
Josefa C. de Oliveira Santos

11ª DIRES

(75) 278-2388

Adilson Carvalho Santos
Isabel A. de M. Dantas

12ª DIRES

(75) 261-2424

Roseli Maria Cardoso Ribeiro
Nadja Maria Almeida Silva de Andrade

13ª DIRES

(73) 525-3802

Maria Betânia Oliveira Gama

14ª DIRES

(77) 261-3505 / 3462

Glória Maria Coelho
Maria Lúcia de Souza

15ª DIRES

(74) 611-6252

Gicélia Alves de Silva

17ª DIRES

(74) 626-2222

Orlandina Silva Oliveira Nascimento
Ana Claudia Pinho S. Costa

18ª DIRES

(75) 251-1419

Lúcia Garcia Teixeira Amorim

19ª DIRES

(77) 441-3210

Maria José P. de Oliveira
Stael C. B. Gusmão (município)
Marilene Ferraz Barbosa
Jaciane Ferraz de Oliveira
Míriam Santos Mendes
Maria José Padre Oliveira

20ª DIRES

(77) 422-3368

Ana Cássia Nunes Dourado Santos
Jussara Fraga Miranda

21ª DIRES

(74) 641-3011

Izilta Barreto de Souza

22ª DIRES

(77) 698-1255

Soraia Pereira Bezerra

23ª DIRES

(77) 645-2225 / 2166

Cynthia Lopes Abreu Marques

24ª DIRES

(77) 454-1642 / 1826

Maria Ignês de Nunes Vita
Dilma Santa Barbara Gusmão

25ª DIRES

(77) 811-4081

Selma Barreto de Vasconcelos Rios

27ª DIRES

(75) 331-1623

Eulina Silva Braga

28ª DIRES

(74) 841-4196 / 46 17

Andrea Hamdan São Paulo

29ª DIRES

(75) 734-1011

Gleide Públio Pereira Fernandes

30ª DIRES

(77) 451-3103

 

MUNICÍPIOS CONTEMPLADOS COM OFICINAS DE CONSELHEIROS MUNICIPAIS DE SAÚDE:
PERÍODO - 1995 a 2000.

Além das capacitações citadas, no ano de 1998 duas ações merecem destaque: o Encontro Estadual, com a participação de 897 conselheiros, precedido de encontros regionais, viabilizados pelas Comissões Intergestoras e Diretorias Regionais de Saúde e a Pesquisa para avaliar o resultado da capacitação dos conselheiros municipais de saúde, envolvendo 157 municípios, cujos resultados vêm subsidiando e orientando as ações.

 

ENCONTRO ESTADUAL DE CONSELHEIROS MUNICIPAIS DE SAÚDE:

O Encontro Estadual, foi realizado e 1998 com a participação de 897 conselheiros municipais de saúde, em Salvador – Bahia.

ENCONTROS REGIONAIS DE CONSELHEIROS MUNICIPAIS DE SAÚDE:

MUNICÍPIO
(Sede do Encontro)

REGIÃO ECONÔMICA

N.º PARTICIPANTE

DATA

Feira de Santana

Paraguaçu

41

24/04/98

Irecê

Irecê

19

24/04/98

Alagoinhas

Alagoinhas

17

201 21/05/98

Juazeiro

Juazeiro

36

23/04/98

Santo Antônio de Lourdes

Recôncavo Sul

53

23/04/98

Teixeira de Freitas

Extremo Sul

37

26/04/98

Barreiras

Oeste

22

24 a 25/04/98


PESQUISA SOBRE CONSELHEIROS MUNICIPAIS DE SAÚDE:

5.1 – Resumo

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia promoveu, em 1995-1996, um processo de capacitação de conselheiros municipais de saúde, envolvendo cerca de 438 conselheiros de um total aproximado de 1800, em 181 municípios do Estado que haviam ingressado no processo de municipalização dos serviços de saúde. Com o objetivo de avaliar o impacto da capacitação, foi realizada uma pesquisa que implicou na caracterização dos CMS, bem como na análise da prática dos CMS, através da revisão documental e da aplicação de questionários específicos. OS resultados apontam o impacto positivo da capacitação, especialmente no que diz respeito à "conscientização" do papel do conselho na gestão dos sistemas municipais de saúde. Foram identificados problemas de ordem política e administrativa que interferem no funcionamento dos CMS. Considerando a expansão da municipalização dos serviços de saúde no momento atual recomenda-se a continuidade do processo de capacitação.

5.2 – Metodologia

Caracterização preliminar dos conselheiros municipais de saúde e do impacto do processo de capacitação sobre a prática dos conselhos; caracterização do perfil dos conselheiros;
Caracterização do perfil dos conselheiros municipais de saúde, incluindo uma sondagem preliminar sobre a importância de um processo de capacitação;
Avaliação propriamente dita do impacto do processo de capacitação sobre a percepção dos conselheiros acerca do seu papel nos CMS e sobre a prática dos CMS após a capacitação dos conselheiros.

 

CONSULTORIAS

Os avanços obtidos na realização das ações do Projeto de Controle Social na Bahia possibilitaram a participação de 02 técnicos da SUPECS/DEPS/COAPS, a convite do Ministério da Saúde – Secretaria de Gestão e Investimentos, em uma série de reuniões em Brasília para elaborar o "Termo de Referência para Contratação de Instituição ou Consórcio". Este trabalho faz parte das iniciativas do Ministério da Saúde no sentido de operacionalizar o "Programa de Apoio ao Fortalecimento do Controle Social no Sus – Capacitação de Conselheiros Estaduais e Municipais de Saúde e Membros do Ministério Público". Os objetivos do Programa são:

fortalecer os mecanismos de Controle Social no Sistema Único de Saúde, mediante a concepção, formulação, desenvolvimento e implantação do Programa Continuado de Capacitação de Conselheiros Estaduais e Municipais de Saúde e de Formação de Membros do Ministério Público;


COMPONENTES DO PROJETO

O projeto será iniciado em 2002, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID/ Projeto de Reforma do Setor Saúde / REFORSUS, cujos componentes são:

Capacitação de Conselheiros Estaduais e Municipais de Saúde: 32 horas presenciais e 40 a distância.
Aperfeiçoamento e Especialização dos Membros do Ministério Público sendo:

Aperfeiçoamento: 32 horas (20 horas presenciais e 12 com trabalhos extra-classe);

Especialização: deverá ser executada sob a forma de três eventos presenciais (140 horas) e trabalhos à distância (220 horas) carga horária de 360 horas.

ORIENTAÇÕES GERAIS SOBRE A REALIZAÇÃO DAS CONFERÊNCIAS MUNICIPAIS DE SAÚDE:

1 - O que são as conferências de saúde?

São eventos em que a sociedade, através de amplas discussões e debates, "avalia a situação de saúde e propõe as diretrizes para a formulação da política de saúde." (Lei 8.142/90, artigo 1º, parágrafo 1º).

2 - Quem convoca?

O Poder Executivo, ou extraordinariamente o Conselho de Saúde, e deve ser realizada em todas as esferas de Governo: Conferências Municipais, Conferência Estadual e Conferência Nacional.

3 - Quem participa?

A Conferência deve ser ampla e participativa de modo a assegurar às suas deliberações à máxima representatividade e legitimidade, tendo a participação dos usuários, Governo e Prestadores de Serviços de Saúde.

3.1. – Criar uma comissão organizadora
3.2. - Elaborar portaria com a criação da comissão organizadora
3.3 – Atribuições da comissão organizadora:

reunir o pessoal da Secretaria Municipal de Saúde e distribuir as tarefas;
contatar com o Prefeito para fazer a convocação da Conferência, por decreto (ver modelo em anexo);
definir programação;
enviar, com antecedência, convites aos palestrantes e confirmar presença;
elaborar o regimento interno (ver modelo em anexo);
organizar local para o evento, com capacidade para o número de pessoas previsto e espaço para os grupos de trabalho (mínimo de 5 grupos);
organizar material necessário (pastas, folders, programa, papel, canetas, ventiladores, som, cadeira, fichas de inscrição, certificados ou declarações de participação, copos descartáveis, máquina de datilografia, computador, xerox, etc.)
articular com outros órgãos (FUNASA, SESAB, CMS, etc.) para apoio;
fazer a divulgação – ir aos povoados, reunir líderes, ir aos órgãos pregar cartazes, enfim, estimular a ampla participação da comunidade;
providenciar alimentação: definir o almoço (quentinha ou uma outra forma), refrigerantes, água, café e biscoitos para todos os participantes de acordo com os dias da conferência;
providenciar e garantir transporte aos participantes da zona rural e povoados;
fazer uma previsão de gastos para cada item, como por exemplo: alimentação, papel, cartazes, folders, faixas, pastas, canetas, crachás, som, copos descartáveis, transporte, etc., para garantir os recursos necessários;
elaborar portaria designando a comissão organizadora com os cargos de:

ó I Coordenador geral
(Coordenar as reuniões e atividades da comissão organizadora e delegar competências aos seus membros; designar técnicos e assessores da comissão, vinculados a uma ou mais das suas funções, quando necessário; apresentar relatório nas reuniões ordinárias do Conselho Municipal de Saúde (CMS) informando sobre as atividades desenvolvidas pela comissão
.

ó II Secretário geral e relator
(Responsável pela correspondência; declarações e participação; elaboração do relatório final da conferência; propor, elaborar e realizar métodos de credenciamento dos delegados para as etapas Municipal e Estadual; elaborar os termos de referência visando a elaboração de textos pelas entidades e instituições que compõem o CMS e a preparação das exposições pelos convidados para as Mesas do Tema oficial).

ó III Coordenador de infra-estrura
(Responsável pelo transporte, alimentação, local para o evento, inscrições e todo material necessário).

ó IV Coordenador de divulgação
(Responsável pela divulgação e mobilização na comunidade para realização do evento).

ó V Coordenador de finanças
(se necessário).

PROGRAMAÇÃO

6.1 –Critérios para escolha dos Delegados

I – O número de delegados de cada município, deverá obedecer ao que está estabelecido no quadro de delegados, elaborados segundo critérios definidos pela Comissão organizadora da VI CONFERES.

a – Delegados eleitos em cada município em número de x, escolhidos tomando por base o número de 02, 08 e 10 representantes para a respectiva população de até 50.000 hab.; de 100.000 hab. e maior que 100.000 hab., de acordo com a última estimativa do IBGE.

Exemplo:

até 50.000 hab.

= 02 representantes;

até 100.000 hab.

= 08 representantes;

Maior 100.000 hab.

= 10 representantes.


* Salvador terá por base 01 Delegado para cada 200.000 hab.

II – Deverá ser respeitada a paridade, ou seja, metade dos delegados eleitos deverá ser usuários e a outra metade deverá ser definida entre Governo, trabalhadores da saúde e prestadores de serviços de saúde.

III – Será eleito o candidato que obtiver o maior número de votos dentre os membros presentes na Conferência Municipal, em seu respectivo segmento.

IV – A última atividade da Conferência Municipal deverá ser a escolha dos delegados que tem como objetivo participar da etapa estadual da Conferência Estadual de Saúde.

Orientação para coordenadores e relatores de grupos de trabalho nas conferências municipais

9.1 – Iniciar os trabalhos de grupo apresentando-se (nome e entidade) e solicitando a apresentação de cada um dos participantes;

9.2 – apresentar ao grupo o programa proposto para as discussões e as orientações da comissão sobre o encaminhamento dos trabalhos. Passar lista de presença;

9.3 – o coordenador deverá estabelecer o tempo de fala igual para todos e a forma de inscrição para falar, para garantir a participação de todos e evitar que apenas poucos façam uso da palavra;

9.4 – o coordenador tem as funções de conduzir as discussões, controlar o tempo e estimular a participação de acordo com o roteiro, quando houver desvio do assunto proposto, chamar a atenção para os objetivos do trabalho;

9.5 – o relator é encarregado de registrar e sintetizar as discussões no grupo;

9.6 – o coordenador e relator devem ter disponibilidade de tempo, para, se for o caso, consolidarem os relatórios;

9.7 – qualquer situação que fuja da ação do coordenador e relator, estes deverão convocar alguém da comissão da conferência ou da assessoria;

9.8 – o relator deverá apresentar o seu respectivo relatório contendo as propostas aprovadas pelo grupo durante a plenária final para aprovação na Conferência;

9.9 – após a apresentação o relator deverá entregar seu relatório à mesa da plenária final, de forma legível.


EQUIPE DE CONTROLE SOCIAL E PARTICIPAÇÃO SOCIAL NO SUS / SESAB:

TELMA DANTAS TEIXEIRA DE OLIVEIRA – Coordenadora
MARCELO AUGUSTO MACHADO
MARILENE CÔRTES FÉLIX
MÉRCIA COSTA JONES
ZÉLIA MARIA LAGO PINTO

 

 

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