19 de junho: Dia Mundial de Conscientização da Doença Falciforme

Durante todo o mês de junho, o Elevador Lacerda, cartão postal de Salvador, estará iluminado na cor vermelha (cor das células vermelhas do sangue), em comemoração ao Dia Mundial da Conscientização sobre a Doença Falciforme, que acontece nesta sexta-feira, dia 19 de junho.

O estado da Bahia possui a maior incidência da doença no Brasil, por se tratar de uma disfunção que atinge principalmente a população negra. São mais de quatro mil pessoas cadastradas na Fundação de Hemoterapia e Hematologia da Bahia (Hemoba) com a doença, que deve ser diagnosticada logo após o nascimento, através do teste do pezinho.

O tratamento e acompanhamento são feitos por hematologistas. Em Salvador, os pacientes são atendidos na Hemoba, localizado na Avenida Vasco da Gama, próximo ao HGE. O paciente deve comparecer com a documentação necessária, incluindo o encaminhamento do médico que realizou o diagnóstico da doença (solicitação para que a pessoa receba o tratamento).

Como se apresenta a doença e seu diagnóstico

Estima-se que a cada 650 nascidos vivos um possui a doença e traço falciforme. A doença falciforme é uma patologia hereditária, que provoca a alteração dos glóbulos vermelhos do sangue, tornando-os parecidos com uma foice, o que dá origem ao nome.

Os sintomas da doença são: dor forte provocada pelo bloqueio do fluxo sanguíneo e pela falta de oxigenação nos tecidos, dores articulares, fadiga intensa, palidez e icterícia, atraso no crescimento, feridas nas pernas, tendência a infecções, cálculos biliares, problemas neurológicos, cardiovasculares, pulmonares e renais.

A principal forma de diagnosticar a doença é o "teste do pezinho", realizado nos primeiros dias de vida da criança. A outra forma é o exame de sangue, e a eletroforese de hemoglobina. Ambos os métodos são disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A utilização de medicamentos específicos, como ácido fólico e penicilina profilática, além de vacinas, estão entre as formas de tratamento mais adequadas e todas são disponibilizadas pelo SUS.

Na Bahia, pessoas com doença falciforme e seus familiares junto com profissionais de saúde, pesquisadores, gestores e estudantes, uniram-se para realizar ações educativas e de mobilização social com vistas a aumentar a consciência pública sobre a doença falciforme para eliminar o preconceito e estigmas associados à doença.

Fonte: Hemoba
/hemoba/Dia

 

Youtube Flickr Facebook Twitter