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Governo e Forças Armadas intensificam ações contra o aedes

O Governo do Estado, o Exército, a Marinha e a Aeronáutica intensificaram as ações de combate a um minúsculo inimigo que tem causado estragos irreparáveis quando o assunto é a saúde pública – o aedes aegypti. Ao todo, 6.600 militares percorreram as ruas de municípios baianos, na manhã deste sábado (13), para orientar a população sobre o combate aos criadouros do mosquito. e s Em Salvador, a Operação Força Amiga, que aconteceu simultaneamente em todos os estados brasileiros, contou a presença do ministro da Saúde, Marcelo Castro, do vice-governador e secretário estadual do Planejamento, João Leão, e do secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas, entre outras autoridades.

Para Castro, a ação de combate ao mosquito da dengue precisa do comprometimento do cidadão para ser mais efetiva. "Mais de dois terços dos criadouros de mosquito estão dentro das residências. Não basta a participação de todos os militares, autoridades e agentes de endemias fazerem por merecer. A população precisa participar, assumir a responsabilidade e ficar vigilante sobre suas casas. Essa ação é para mobilizar as pessoas a entrarem nesta luta conosco".

Durante a ação mobilizador na capital, os militares das Forças Armadas, acompanhados de agentes de saúde pública, saíram do 19o. Batalhão de Caçadores (19o BC), no bairro do Cabula, para vistoriar residências, imóveis abandonados e estabelecimentos comerciais. Também distribuíram material informativo para a prevenção e o combate ao mosquito. O Centro de Controle Zoonoses tratou de coletar as larvas de insetos encontradas em algumas localidades. O técnico em eletrônica, Raul Gurriti, ficou entusiasmado ao ver a atuação conjunta entre órgãos federais, estaduais e municipais no enfrentamento ao aedes aegypti.

Segundo ele, "o que o mosquito tem feito é uma barbaridade. Muita gente morrendo ou tendo problemas graves de saúde. Acho muito importante o poder público combater o inseto como está fazendo. A gente fica com mais fé de que essa situação será controlada".

A comerciante Márcia Ferreira, que já teve dengue, também apoiou a força-tarefa organizada para conter o mosquito. Para ela, a ação era necessária para fazer a população despertar para o contexto de gravidade internacional. "Ações como esta, de levar para as pessoas o conhecimento para acabar com os criadouros dos mosquitos, vão dar condições e motivação para que todos fiquem atentos para não contribuírem com água parada".

Caça-Mosquito


O aedes aegypti é um vetor de transmissão de dengue, febre chikungunya e do zika vírus. O último tem contribuído para a aparição de novos casos envolvendo a Síndrome de Guillain Barré e a microcefalia, uma má formação do crânio de bebês, que nascem com o perímetro cefálico menor ou igual a 32 centímetros. De acordo com o Ministério da Saúde, 3.852 casos suspeitos de microcefalia são investigados em todo o País, com a confirmação de 24 casos de óbito pela doença.

Empenhado em acabar com o sedes aegypti, o Governo do Estado abriu um novo canal de comunicação por meio do aplicativo Caça-mosquito. Disponível apenas para plataforma Android, o software serve para que os focos do mosquito sejam apontados pela população. Como resposta às denúncias, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) envia agentes de endemias para eliminar as larvas. Até o momento, dez mil downloads já foram realizados e mais de 30 mil notificações registradas.

"O aplicativo tem sido responsável pela identificação de diversas localidades com focos de mosquito. Nós entramos em contato com as prefeituras para o envio de agentes de saúde aos lugares que contém o foco para a eliminação do mesmo. Vários lugares com alto índice de infestações já tiveram a situação controlada", disse o secretário Fábio Vilas-Boas. O Governo também atuará nas escolas, com a distribuição de cartilhas e palestras sobre as formas de eliminação dos criadouros, além da capacitação de cerca de mil agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), que levarão informação aos quatro cantos do estado.

Ação ampla

Duzentos e vinte mil militares foram mobilizados em todo o País para combater o mosquito da dengue. Mas a iniciativa não mobilizou apenas o poder público. Responsáveis pelas obras de duplicação da Avenida Gal Costa, as empresas Queiroz Galvão e Constran, que formam o consórcio Transoceânico, reuniram cerca de 30 funcionários para realizar ações lúdicas de conscientização no bairro de Nova Sussuarana.

"Diante da situação de surto de doenças provocadas pelo mosquito e motivados pela ação do Ministério da Saúde, nós resolvemos fazer a nossa parte. Vistoriamos a nossa área de trabalho e levamos informações à população. Vai ser muito interessante quando as empresas abraçarem essa causa", afirmou o gerente de contrato da Construtura Queiroz Galvão, Marcelo Neri.


Repórter: Leonardo Martins

 

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