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Secretaria da Saúde do Estado implantará 20 leitos de UTI em Paulo Afonso

O sonho de implantar Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) e ampliar os serviços de saúde pública no município de Paulo Afonso, localidade que é referência para 800 mil habitantes e abrange áreas dos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco, está prestes a se tornar realidade. No segundo semestre deste ano, serão iniciadas as obras para a adequação do Hospital Nair Alves de Souza (HNAS), que é administrado pela Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), a fim de receber os 20 leitos de UTI adulto e neonatal que serão adquiridos pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e entrarão em operação no início de 2016.

O compromisso foi firmado nesta sexta-feira (22), em Paulo Afonso, e contou com a participação dos secretários estaduais Fábio Vilas-Boas (Saúde) e Josias Gomes (Relações Institucionais), além do diretor da Chesf, Helder Falcão, a presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Jeane Michel, o reitor da Universidade do Vale do São Francisco, Julianeli Tolentino, e o prefeito do município, Anilton Pereira.

Um dos pré-requisitos para este investimento é iniciar o processo de federalização da unidade, com vistas a transformá-la em um hospital universitário. O entendimento com a Univasf, a Ebserh e a Chesf foi intermediado pelo Governo do Estado, a fim de que o cronograma completo seja finalizado em três anos e por fases. Em 2016, a Chesf continuará como responsável pela manutenção e recursos humanos; em 2017, parte dos recursos humanos serão da Ebserh, enquanto a Chesf mantém o pagamento da manutenção e do restante dos funcionários; já em 2018, a Ebserh será responsável por todo quadro funcional, reduzindo as obrigações da Chesf em relação à manutenção.

Além disso, a Sesab passará a ser a provedora das despesas hospitalares em detrimento da Chesf. " Já temos disponível R$ 4 milhões para adquirir os 20 leitos de UTI e com recursos de emendas parlamentares ou do tesouro vamos comprar um tomógrafo, pois é necessário um equipamento de imagem avançada para a realização de terapia intensiva", afirma o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas - Boas.

Para Jeane Michel, são inúmeros os benefícios de transformar uma unidade de saúde em hospital universitário. "Entendemos que a Ebserh é uma ferramenta que também auxilia na interiorização dos cursos superiores na área de saúde, em especial, Medicina. Ao se tornar um hospital universitário agrega-se valor, pois ele tem que ser um centro de excelência. Para tanto é necessário pessoal, infraestrutura e equipamentos para que seja prestada uma assistência de qualidade", destaca Jeane, ao ressaltar ainda que é um projeto ambicioso. "Há o entendimento de que não basta formar médicos, o país precisa de especialistas e, nesse sentido, o hospital deve se credenciar para manter programas de residência médica. Pensamos para além de formar médicos, queremos fixá-los na região a fim de qualificar a assistência", afirma a presidente da Ebserh.

De acordo com o secretário de Relações Institucionais, a federalização do hospital possibilitará que a Univasf amplie o número de vagas no curso de Medicina de 40 para 80. "Este é um momento importante para a região, pois é um recado da presidenta Dilma e do governador Rui Costa ao reafirmar o compromisso com a interiorização da educação superior e ampliação dos serviços de saúde", pontua Josias Gomes.

Consórcios de Saúde

Com o entendimento de que o município sozinho não tem condições de ofertar integralmente os serviços necessários à população, o Estado da Bahia propõe o Consórcio de Saúde como alternativa. Este é um novo modelo de financiamento para a saúde, que busca, simultaneamente, ofertar mais serviços, descentralizar a assistência e auxiliar no equilíbrio das finanças municipais. Uma reunião com nove prefeitos da microrregião de saúde de Paulo Afonso foi realizada na tarde de hoje pelos secretários estaduais Fábio Vilas - Boas e Josias Gomes.

A meta é que sejam formados dez consórcios e construídas dez policlínicas, com até 13 especialidades, a exemplo de cardiologia, angiologia e endocrinologia, tendo o Governo da Bahia e os municípios como gestores. O Estado será o responsável pela construção e aquisição dos equipamentos das unidades, tais como tomógrafo e ecocardiógrafo, além de co-financiar até 40% da manutenção, enquanto os municípios consorciados ratearão o restante. O investimento estimado em cada policlínica será de R$ 12 milhões (construção e equipamentos), enquanto a manutenção gira em torno de R$ 700 mil por mês.

Ascom/Sesab
/paulo afonso/final

 

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