|
AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA
As Infecções Hospitalares (IH), como um problema de saúde pública, podem causar significativos danos a clientela dos serviços de saúde pela sua importância humana, social e econômica. Apesar de um grande número dessas infecções serem endógenas, designadas de não preveníveis., o impacto na qualidade da assistência e nos custos hospitalares das infecções consideradas preveníveis justifica a concentração de esforços, por parte do DEPAS, no sentido de definir estratégias que permitam a identificação dos pontos críticos que se expressam no cotidiano dos profissionais da saúde.
A proposta de realizar a Avaliação da Qualidade Prática do Controle de Infecção em todos os hospitais do Estado da Bahia surgiu por três motivos:
 |
a avaliação realizada anteriormente nos hospitais da Capital foi fundamental para direcionar ações do DEPAS/UNIHOS; |
 |
o conhecimento e a intervenção na realidade assistencial dos hospitais avaliados gerou maior credibilidade ao Programa Estadual do Controle de Infecção enquanto coordenador deste processo no Estado da Bahia; |
Desta forma, esta avaliação deixa de ser uma ação "pontual" da DIHOSP/UNIHOS e passa a ser uma rotina do programa.
OBJETIVOS
Geral:
Praticar as concepções filosóficas definidas pela SESAB através do PROQUALI na busca da melhoria da qualidade da assistência.
Específico:
Fortificar o papel da SESAB/DEPAS como estrutura responsável pelo monitoramento das Unidades Hospitalares do Estado da Bahia através de uma visão "floresta" da assistência prestada.
Facilitar tomadas de decisões, pela DIHOSP/UNIHOS no sentido de melhorar as ações de prevenção e controle das infecções hospitalares.
Apoiar o DEPAS/DIASUS no acompanhamento técnico da Rede Complementar do SUS.
Fortificar o Sistema de Comunicação entre o DEPAS e o CIS através de uma parceria técnica.
MÉTODO
Utilizaremos como instrumento de avaliação o questionário padrão desenvolvido e validado por técnicos da SESAB, Ministério da Saúde e Secretarias Estaduais de: PE, RN, CE, PB, AL, SE, ES, RJ, SC, PR, RS, MS, PA. Com adaptações técnicas compatíveis com a evolução científica do último ano.
População
Hospitais de pequeno, médio e grande porte da rede pública, privada, filantrópica e beneficente localizados no Estado da Bahia.
Procedimentos
Fase preparatória:
Nesta etapa algumas estratégias são desenvolvidas no sentido de viabilizar a realização da avaliação dentre elas:
 |
Um alinhamento com os profissionais avaliadores a fim de negociarmos uma nova parceria. |
 |
Seleção de avaliadores entre os Coordenadores Regionais do Programa de Infecção Hospitalar. |
 |
Parceria com Diretores de hospitais da rede pública e privada da Capital para seleção de Avaliadores. |
 |
Preparo dos avaliadores. |
Vale ressaltar que os Avaliadores que passam pelo teste teórico de seleção receberam certificado de Avaliador Padrão da Qualidade.
Instrumento
O questionário foi elaborado e validado como descrito acima.
É um documento composto de três unidades temáticas (vide Tabela I), com 180 perguntas que avaliam a estrutura, processo e resultado das ações de controle de infecção hospitalar. As perguntas são acompanhadas de pistas que auxiliam os avaliadores na procura de resposta, além de critérios que ajudam nas decisões durante os levantamentos dos dados. As respostas podem ser afirmativas, negativas ou inexistente, conforme a especialidade do hospital. Nenhum campo de avaliação poderá ficar sem o preenchimento da resposta.
Distribuição das unidades temáticas, segundo a ponderação atribuída para questões de avaliação e itens dispensáveis. Bahia - 1996
|
UNIDADES TEMÁTICAS |
QUESTÕES |
| |
Avaliação |
Ponderação |
Indispensáveis |
| |
Nº |
Peso |
Total de Pontos |
Nº |
Total de Pontos |
|
I - CCIH |
23 |
5 |
115 |
2 |
10 |
|
II- SCIH |
9 |
5 |
45 |
3 |
15 |
|
III - Direção |
2 |
3 |
6 |
1 |
3 |
|
IV - Vig. Epidemiológica |
32 |
4 |
128 |
5 |
20 |
|
V - Procedimentos Invasivos |
48 |
5 |
240 |
11 |
55 |
|
VI - Microbiologia |
7 |
3 |
21 |
1 |
3 |
|
VII - Pac. Infec./Colonizado |
1 |
3 |
3 |
0 |
0 |
|
VIII - Farmácia |
14 |
3 |
42 |
2 |
6 |
|
IX - Nutrição |
8 |
3 |
24 |
0 |
0 |
|
X - Lavanderia |
4 |
1 |
4 |
0 |
0 |
|
XI - Limpeza |
9 |
1 |
9 |
1 |
1 |
|
XII - Funcionários |
11 |
2 |
22 |
0 |
0 |
|
XIII - CME |
12 |
4 |
48 |
4 |
16 |
|
TOTAL |
180 |
0 |
707 |
30 |
129 |
Fonte: Questionário Padrão de Avaliação da Qualidade dos Hospitais
Preparo dos Hospitais para o Estudo
Os Diretores de hospitais são informados sobre a Avaliação no máximo uma semana antes do início da Avaliação.
Coleta de Dados
Os dados são coletados através de entrevistas, observações diretas, além de análise e constatação documental buscando definir se as práticas, sob avaliação, fazem parte da rotina assistencial do hospital.
Controle de Qualidade dos Dados
Essa fase ocorre na conclusão dos trabalhos. Se mais de dois campos do instrumento estiver sem preenchimento o hospital deve ser reavaliado e os dados complementados por técnicos da UNIHOS junto com o Avaliador do hospital.
Quando da constatação de incoerência, erros de registro, de decisão técnica ou de um resultado geral esdrúxulo a avaliação deverá ser repetida.
Critérios
Para Seleção dos Avaliadores
Ter no mínimo 01 ano de prática em Serviços de Controle de Infecção Hospitalar ou ser Coordenador Regional do Programa.
Preferencialmente ser enfermeiro devido a uma maior vivência com áreas de apoio assistencial tipo Central de Material Esterilizados , Lavanderia, etc.
Demonstrar conhecimento de 60% no teste escrito e validados por um avaliador padrão.
Apresentar termo de compromisso de liberação assinado pelo Diretor do hospital e pelo candidato.
OBS.: No caso do Coordenador Regional não obter um resultado mínimo no teste teórico, o mesmo deverá atuar como Coordenador na sua Região e apoiar o "Avaliador da Qualidade" indicado pelo DEPAS.
Técnicos
Os critérios técnicos a serem utilizados foram baseados na literatura científica mundial especializada, na literatura oficial sobre Controle de Infecção e legislação brasileira.
Como cada atividade do CIH reflete de forma diferente na eficácia, as unidades temáticas receberão pesos diferentes de 1 a 5 (tabela I), onde as unidades com ponderação 4 e 5, constituem fatores determinantes da prevenção das IH. Aquelas com ponderação 3 são de apoio ao CIH e as com ponderação 1 e 2 influenciam no controle da disseminação de agentes de fontes conhecidas nos hospitais e pouco atuam na prevenção. Os pesos atribuídos a cada unidade temática levam em consideração aqueles utilizados na acreditação e avaliação de hospitais para o CIH, adaptados a este estudo, com base no grau de participação da atividade na prevenção e controle da IH.
Perfil Hospitalar
Optamos por dividir os hospitais em Gerais e Especializados adotando-se os seguintes critérios:
Hospitais Gerais - aqueles que necessitam de todas as áreas e serviços de apoio para um efetivo Programa de Controle de Infecção Hospitalar.
Hospitais Especializados - aqueles que não necessitam, da totalidade das ações de serviço de apoio para efetivo Programa de Controle de Infecção Hospitalar.
Pontuação
Os hospitais são classificados em 04 categorias para fins de pontuação.
| Igual ou maior que 95% |
Preenche os critérios básicos para o CIH |
| 70-94% |
Bom Preenche parte dos critérios básicos para o CIH |
| 50-69% |
Regular Não preenche os critérios básicos para o CIH - Necessita de uma ação imediata de estruturação do Programa |
| Menor que 50% |
Insuficiente Não preenche os critérios mínimos para o CIH - Necessita de uma ação imediata de estruturação do programa |
A pontuação de cada hospital, em percentual, é resultante do somatório das questões multiplicadas pelo peso e dividas pelo total de todo o instrumento. Assim, a pontuação máxima de um hospital é de 100% de desempenho das ações de prevenção e controle de IH.
Tratamento Estatístico
Para a entrada de dados e o tratamento quantitativo deverá ser utilizado o programa de planilha (EXCEL).
Perfil Operacional dos Profissionais Envolvidos na Avaliação da Qualidade Prática das Ações de Controle de Infecção Hospitalar:
Critérios de Classificação:
Apoio Prático - aqueles que obtiveram um desempenho de até 49% na prova teórica.
Apoio Administrativo - aqueles que executam ações administrativas voltadas a viabilizar a avaliação.
Avaliador "Simple" - aqueles que obtiveram um desempenho entre 50 - 59,9% na prova teórica.
Avaliador "Standard" - aqueles que obtiveram um desempenho entre 60 - 69,9% na prova teórica.
Avaliador "Quality" - aqueles que obtiveram um desempenho a partir de 70% na prova teórica.
Avaliador "Valid" - aqueles responsáveis pela validação dos avaliadores e dos dados.
Critérios Operacionais:
Apoios
Exercem ações administrativas voltadas a viabilizar a avaliação. Podem, também, acompanhar os Avaliadores/Supervisores como uma ação educativa visando a transformação dos mesmos em futuros avaliadores.
Avaliador "Simple"
Exercem ações de Avaliador podendo ser acompanhado ou validado.
Avaliador "Standard"
Exercem ações de Avaliador, sem necessitar de um acompanhamento direto.
Avaliador "Quality"
Exercem ação de Avaliador, Coordenador do processo.
Avaliador "Valid"
Exercem ações de validação dos avaliadores e dos dados.
Avaliadores da Qualidade Prática das Ações de Controle de Infecção Hospitalar dos Hospitais do Estado da Bahia - SESAB/DEPAS
AVALIADOR VALID
|
Joane Maria de Queiroz Felix |
DEPAS/DIHOP |
AVALIADORES QUALITY
|
Fátima Maria Nery Fernandes |
HESF |
|
Maria das Graças Gonsalves de Oliveira |
DEPAS/HSI |
|
Josenildes Gomes da Silva |
HCRS/HS |
|
Ana Cristina Costa de Santana |
DEPAS/HP |
|
Maria Enoy Neves Gusmão |
HUPES |
|
Maria de Fátima Pereira Santos |
HI |
|
Marilene Soares da Silva Belmonte |
IBOPC/HCRS |
|
Lícia Lígia Lima Moreira |
CHR |
|
Kátia Maria Costa da Silva |
HGE |
|
Claudia Verbena Sales Santos |
HE/HUPES |
|
Hildete Ribeiro Correia de Oliveira |
20ª DIRES |
|
Edilce de Oliveira Ribeiro |
14ª DIRES |
|
Ninalva de Andrade Santos |
13ª DIRES |
|
Jadilene Castro Guedes Soares |
3ª DIRES |
AVALIADORES STANDARD
|
Dinalúcia Santos de Almeida |
7ª DIRES |
|
Vaneide Cerqueira Santos |
2ª DIRES |
|
Augusto Heleno Vergne |
8ª DIRES |
|
Joilma Mota |
29ª DIRES |
|
Maria das Graças Leite Gonçalves Braga |
HSA |
|
Judite Andrade Melo |
DIVEP/HSR |
|
Maria Angela das Mercês Lima Brito |
HSR |
|
Maria Luiza de Castro Almeida |
HAN |
|
Maria Carolina Kock de Oliveira |
HGE |
|
Sandra Ely Barbosa de Souza Barbosa |
DIVEP/HE |
|
Marilene Soares da Silva Belmonte |
HCRS |
|
Iara Tosta de Jesus |
HJM |
AVALIADORES SIMPLE
|
Valdiva Maria de Jesus |
HE |
|
Telma Maria de Jesus |
23ª DIRES |
|
Selma Rios |
27ª DIRES |
|
Evanete Lima |
19ª DIRES |
|
Divaney Macedo de Riveiro |
4ª DIRES |
|
Stela Maria Prado de Macedo das Virgens |
11ª DIRES |
|
Marli Monteiro |
5ª DIRES |
|
Teresa Silva Gomes |
26ª DIRES |
|
Aidil Pereira Galvão |
15ª DIRES |
|
Maria do Carmo Rocha |
10ª DIRES |
|
Suelia Ladera |
24ª DIRES |
|
Ana Maria Santos |
17ª DIRES |
|
Maria Roseilda Bispo Barreto da Silva |
DEPAS/HSA |
|