Aids

Apresentação

 

O que é Aids?

A aids é a doença causada pela infecção do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Esse vírus ataca o sistema imunológico, que é o responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. O vírus é capaz de alterar o DNA dessa célula e fazer cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.

AIDS ≠ HIV

Nem todo indivíduo que vive com o vírus chega a desenvolver a síndrome. Isso acontece por conta das variações dos sistemas imunológicos de cada pessoa ao combater o HIV.

O vírus HIV se insere dentro do DNA destas células e faz milhões de cópias de si mesmo, rompendo a célula em busca de outras para continuar a infecção. Já a AIDS (da sigla em inglês, síndrome da imunodeficiência adquirida) é o estágio mais avançado desta infecção, porque o vírus, ao destruir as células de defesa, deixa o organismo mais vulnerável a diversas doenças.

Como ocorre a transmissão da AIDS / HIV?

A transmissão do HIV e, por consequência da AIDS, acontece das seguintes formas:

  • Sexo vaginal sem camisinha.
  • Sexo anal sem camisinha.
  • Sexo oral sem camisinha.
  • Uso de seringa por mais de uma pessoa.
  • Transfusão de sangue contaminado.
  • Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação.
  • Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados.
  • IMPORTANTE: Os pacientes soropositivos, que têm ou não AIDS, podem transmitir o vírus a outras pessoas pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação, quando não tomam as devidas medidas de prevenção. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações.

Quais são os sintomas da Aids / HIV

Quando ocorre a infecção pelo vírus causador da aids, o sistema imunológico começa a ser atacado. E é na primeira fase, chamada de infecção aguda, que ocorre a incubação do HIV (tempo da exposição ao vírus até o surgimento dos primeiros sinais da doença). Esse período varia de três a seis semanas. E o organismo leva de 30 a 60 dias após a infecção para produzir anticorpos anti-HIV. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebida.

A próxima fase é marcada pela forte interação entre as células de defesa e as constantes e rápidas mutações do vírus. Mas isso não enfraquece o organismo o suficiente para permitir novas doenças, pois os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada. Esse período, que pode durar muitos anos, é chamado de assintomático.

Com o frequente ataque, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência até serem destruídas. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns. A fase sintomática inicial é caracterizada pela alta redução dos linfócitos T CD4+ (glóbulos brancos do sistema imunológico) que chegam a ficar abaixo de 200 unidades por mm³ de sangue. Em adultos saudáveis, esse valor varia entre 800 a 1.200 unidades. Os sintomas mais comuns nessa fase são: febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento.

A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a aids. Quem chega a essa fase, por não saber da sua infecção ou não seguir o tratamento indicado pela equipe de saúde, pode sofrer de hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncerAtenção:

TESTAGEM RÁPIDA

Testes rápidos são aqueles cuja execução, leitura e interpretação dos resultados são feitas em, no máximo, 30 minutos. Além disso, são de fácil execução e não necessitam de estrutura laboratorial.

Os testes rápidos são, primariamente, recomendados para testagens presenciais. Podem ser feitos com amostra de sangue total obtida por punção venosa ou da polpa digital, ou com amostras de fluido oral. Dependendo do fabricante, podem também ser realizados com soro e/ou plasma.

A testagem rápida para HIV, Sífilis e Hepatites Virais está descentralizada para as unidades básicas de saúde dos municípios do Estado da Bahia e deve está disponível para qualquer pessoa.

USO DE ANTIRRETROVIRAL

Em 2017, havia mais de 20 mil pessoas vivendo com HIV/Aids em uso de antirretroviral (ARV). A adesão ao tratamento é importante para a pessoa ficar indetectável. Nessa condição a pessoa não transmite o vírus e tem grande melhoria na qualidade de vida. O medicamento está disponível para todas as pessoas vivendo com HIV/Aids. É o chamado “testou, tratou”. O fornecimento é gratuito pelo SUS.

Em 2019 registra-se 46 serviços de Atenção Especializada que atendem pessoas vivendo com HIV/Aids, na Bahia.

PREVENÇÃO COMBINADA

É uma estratégia de prevenção que faz uso combinado de intervenções biomédicas, comportamentais e estruturais aplicadas no nível dos indivíduos, de suas relações e dos grupos sociais a que pertencem, mediante ações que levem em consideração suas necessidades e especificidades e as formas de transmissão do vírus. Uma maneira de visualizar essa prevenção combinada é através da “Mandala de Prevenção Combinada do HIV”. Ressaltamos alguns métodos presentes na mandala, como o uso do preservativo feminino e masculino, gel lubrificante, diagnostico e tratamento, prevenção da transmissão vertical, profilaxia pós-exposição (PEP), profilaxia pré-exposição (PreP).

PEP

A profilaxia pós-exposição está disponível em diversas unidades de saúde do estado da Bahia e encontra-se em expansão. O primeiro atendimento após a exposição (exposição sexual – violência sexual ou relação sexual consentida e/ou acidente com material biológico) ao HIV é uma urgência. A PEP deve ser iniciada o mais precocemente possível, tendo como limite as 72 horas subsequentes à exposição.

PREP

Uma estratégia de prevenção mais recente, atualmente está disponível apenas no CEDAP (Salvador) e é dirigida a um público especifico.

A profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) consiste na utilização de antirretrovirais por pessoas que não estão infectadas pelo HIV, mas que se encontram altamente vulneráveis ao vírus por manterem, com relativa frequência, relações sexuais desprotegidas, que implicam um risco substancial de infecção.  Essa estratégia é destinada prioritariamente a população especifica:  Gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), Pessoas trans, trabalhadores (as) do sexo e Parcerias soro diferentes.

TRANSMISSÃO VERTICAL

Os testes que devem ser realizados pela gestante para prevenir a transmissão vertical na primeira consulta do pré-natal (idealmente, no primeiro trimestre da gestação), no início do terceiro trimestre e no momento do parto.

NOTIFICAÇÃO

A Aids está incluída na Lista Nacional de Doenças de notificação Compulsória (LDNC), além dos casos de infecção pelo HIV, gestantes/parturientes/puérperas com HIV e de crianças expostas.

A notificação é registrada no Sinan mediante o preenchimento das seguintes fichas:

  • Ficha de notificação/Investigação de Aids em Pacientes com 13 anos ou mais;
  • Ficha de notificação/Investigação de Aids em Pacientes Menores de 13 anos;
  • Ficha de notificação/Investigação de Criança Exposta ao HIV;
  • Ficha de Investigação de Gestante HIV+, utilizada para notificar casos de gestante, parturiente e puérpera.

 

 

Publicações:

Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos

Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Crianças e Adolescentes

Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Pós-Exposição (PEP) de Risco à Infecção pelo HIV, IST e Hepatites Virais

Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites Virais

Diretrizes para a organização dos serviços de saúde que ofertam a Profilaxia Pré-Expoxição (PrEP) no sistema de saúde

Rede de Profilaxia Pós Exposição – PEP

Rede de Laboratorial Unidades de Coleta – Exame Genotipagem HIV e HCV

Rede Assistencial Municípios com Serviço de Atenção Especializada (SAE) HIV-Aids e Hepatites Virais e Unidades Dispensadoras de Medicamentos (UDM) existentes na Bahia, 2018

2018 a 2008 Casos de AIDS em menor de cinco anos por município de residência e ano de diagnóstico. Bahia

 

Consulta de indicadores (Brasil – Estado – Município)

http://indicadores.aids.gov.br/