Arboviroses – Dengue, Chikungunya, Zika e Febre Amarela

Apresentação

As arboviroses, em geral, são mantidas em ambiente silvestre, podendo ocorrer também em ambientes urbanos. Os arbovírus são vírus transmitidos pela picada de artrópodes hematófagos, como o Aedes aegypti. Mais de 210 espécies de arbovírus foram isolados no país, 36 relacionados com doenças em seres humanos.

Dengue: doença febril aguda, que pode apresentar um amplo espectro clínico, pois a maioria dos pacientes se recupera após evolução clínica leve e autolimitada, enquanto uma pequena parte evolui para gravidade. É a mais importante arbovirose que afeta o homem, constituindo-se em sério problema de saúde pública no mundo. Ocorre e é disseminada especialmente nos países tropicais e subtropicais, onde as condições do meio ambiente favorecem o desenvolvimento e a proliferação do Aedes aegypti e do Aedes albopictus.

Febre de Chikungunya: doença produzida pelo vírus chikungunya (CHIKV), transmitida por mosquitos do gênero Aedes, que cursa com enfermidade febril aguda, subaguda ou crônica. A enfermidade aguda se caracteriza, principalmente, por início súbito de febre alta, cefaleia, mialgias e dor articular intensa, afetando todos os grupos etários e ambos os sexos. Em uma pequena porcentagem dos casos a artralgia se torna crônica, podendo persistir por anos. As formas graves e atípicas são raras, mas quando ocorrem podem, excepcionalmente, evoluir para óbito. A febre de chikungunya é uma enfermidade endêmica nos países do Sudeste da Ásia, África e Oceania. Emergiu na região das Américas no final de 2013. O nome chikungunya deriva de uma palavra do idioma makonde, falado no sudeste da Tanzânia, que significa “curvar-se ou tornar-se contorcido”, descrevendo a postura adotada pelos pacientes devido à artralgia intensa.

Febre pelo vírus Zika: doença que foi detectada no país no ano de 2015, e a partir deste evento, tem se disseminado no país cursando de forma inédita segundo a literatura científica. Tendo encontrado ambiente favorável à sua disseminação, que é a presença do vetor Aedes em todo o país, em população sem imunidade à doença, vem causando enorme impacto à saúde de nossa população. É uma doença viral aguda, transmitida principalmente, pelos mosquitos Ae. Aegypti e Ae. albopictus, caracterizada por exantema maculopapular pruriginoso, febre intermitente, hiperemia conjuntival não purulenta e sem prurido, artralgia, mialgia e dor de cabeça. Os casos costumam apresentar evolução benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente após 3-7 dias. Todavia, observa-se a ocorrência de óbitos pelo agravo, aumento dos casos de microcefalia e de manifestações neurológicas associadas à ocorrência da doença.

Febre amarela: doença infecciosa febril aguda, imunoprevenível, cujo agente etiológico é um arbovírus protótipo do gênero Flavivirus, da família Flaviviridae, transmitido por artrópodes, e que possui dois ciclos epidemiológicos de transmissão distintos: silvestre e urbano. Do ponto de vista etiológico, clínico, imunológico e fisiopatológico, a doença é a mesma. Reveste-se da maior importância epidemiológica, por sua gravidade clínica e elevado potencial de disseminação em áreas urbanas.

Notas técnicas

Nota técnica nº 03/2015 – Casos de zika vírus e de doença exantemática indeterminada – dei no estado da bahia 17/06/15
Nota técnica 04/2015 – Complicações neurológicas
Nota técnica nº 10/2015 – Notificação, investigação, diagnóstico e encerramento dos casos das arboviroses:dengue, chikungunya e zika
Nota técnica nº02/2015 – Medidas de controle químico do aedes aegypti durante transmissão da dengue, chikungunya e/ou zika na bahia
Nota informativa conjunta nº 04, de 2017/sas/svs/ms;
Nota técnica DIREG 01/2017 – Utilização teste rápido de zika 01/2017;
Nota técnica 01/2017 – Distribuição de repelentes, ms;
Nota técnica 13/2017 – Distribuição de repelentes;

Documentos

Bula Teste Rápido de Zika, Bahiafarma;
Orientações quanto ao uso de repelentes de insetos durante a gravidez, Anvisa;

Publicações

Zika, Abordagem Clínica na Atenção Básica (MS, 2016);
Diretrizes Nacionais para Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue (MS, 2009)

Legislação

Portaria n° 894 – Inclui o TR Zika na tabela de procedimentos, de 31 de março de 2017

Sala Estadual de Coordenação e Controle

Diretriz Geral SNCC/2015;

Diretriz SNCC nº 1 – Ações de Combate ao Aedes aegypti;

Diretriz SNCC nº 2/2015;

Diretriz SNCC nº 1.2/ 2016;

Diretriz SNCC nº 1.3/ 2016;

Diretriz SNCC nº 3 – Saneamento Básico;

Diretriz SNCC nº 4/2016 – Proteção e Defesa Civil;

Diretriz SNCC nº 2.3/2017, de 19 de janeiro de 2017.