Coqueluche, Difteria e Tétano

DIFTERIA

A difteria é uma doença toxi-infecciosa aguda, contagiosa, potencialmente letal, imunoprevenível, causada pelo bacilo toxigênico Corynebacterium diphtheriae que frequentemente se aloja nas amígdalas, faringe, laringe, nariz e, ocasionalmente, em outras mucosas e na pele. É caracterizada por apresentar placas pseudomembranosas típicas. A transmissão ocorre pelo contato direto de indivíduos suscetíveis com os doentes ou portadores, por meio de gotículas de secreção respiratória, eliminadas por tosse, espirro ou ao falar. O portador assintomático, é uma importante fonte de infecção, responsável pela disseminação da bactéria na comunidade por um período de seis ou mais.

A notificação imediata (até 24 horas) de casos suspeitos ou confirmados é obrigatória para todos os estabelecimentos de saúde conforme Portaria de Consolidação n°4, de 28 de setembro de 2017.

 

TÉTANO ACIDENTAL (TA)

O tétano acidental é uma doença infecciosa aguda, não contagiosa, imunoprevenível, causada pela ação de uma exotoxina produzida pelo Clostridium tetani, que provoca um estado de hiperexcitabilidade do sistema nervoso central.

Clinicamente, a doença manifesta-se com febre baixa ou ausente, hipertonia muscular mantida, hiperreflexia profunda e espasmos ou contraturas paroxísticas que se manifestam à estimulação do paciente. Em geral, o paciente mantém-se consciente e lúcido. O diagnóstico do tétano é essencialmente clínico e não depende de confirmação laboratorial.

O tétano acidental é uma doença universal que pode acometer homens, mulheres e crianças independentemente da idade, quando suscetíveis. É mais comum em países em desenvolvimento e subdesenvolvidos. A letalidade da doença é alta, de cada 100 pessoas que adoecem cerca de 30% morrem.

 

TÉTANO NEONATAL (TNN)

É considerado caso suspeito todo recém-nascido que nasceu bem e sugou normalmente nas primeiras 24/48h e que entre o 2° e 28°apresentou dificuldade de mamar ou foi a óbito com diagnóstico indefinido ou caracterizado como quadro de tétano por seus familiares. A transmissão se dá pela contaminação umbilical pelo esporo do Clostridium tetani e o período de incubação varia de 2 a 28 dias. Clinicamente, a doença manifesta-se Irritação, choro constante, dificuldade de sucção/ deglutição e contraturas. O diagnóstico é clínico e epidemiológico.

 

COQUELUCHE

Causada pela Bordetella pertussis, é uma doença infecciosa aguda, de elevada transmissibilidade, de distribuição universal. Compromete especificamente o aparelho respiratório (traqueia e brônquios) e se caracteriza por paroxismos de tosse seca. Em lactentes, pode resultar em um número elevado de complicações, inclusive à morte.

O período de incubação varia, em média, de 5 a 10 dias, podendo chegar a 03 semanas e, raramente, até 42 dias. A maior transmissibilidade da doença ocorre na fase catarral, sendo que a transmissão se estende de 05 dias após o contato com o doente (final do período de incubação) até a 3ª semana após início dos acessos de tosse típicos da doença (fase paroxística). Em lactentes menores de 06 meses de idade, o período de transmissibilidade pode prolongar-se por até 4 a 6 semanas após início da tosse.

 

Série histórica de incidência do TA

2009-2018 – Série histórica Tetato Neonatal – Bahia

2009-2018 – Série histórica coqueluche – Bahia

Instrução para coleta de amostra de Difteria e Coqueluche

Fluxograma de Surto da Coqueluche

2018 – Plano de Gerenciamento de Risco – Soro antidifterico 170166

2017 – Protocolo de Vigilância Epidemiológica da Coqueluche