Paralisia flácida aguda

Paralisia flácida aguda/ Poliomielite

 

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito, que ocorre em cerca de 1% das infecções causadas pelo Poliovírus. O déficit motor instala-se subitamente e sua evolução, frequentemente, não ultrapassa 3 dias. Acomete em geral os membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principais características flacidez muscular, com sensibilidade preservada, e arreflexia no segmento atingido.

Tem como agente etiológico o Poliovírus, sorotipos 1, 2 e 3, que podem causar paralisia flácida – o sorotipo 1 com maior frequência e o sorotipo 3 mais raramente. A circulação do sorotipo 2 não tem sido registrada desde 1999. O ser humano, especialmente criança, é seu reservatório.

A transmissão ocorre por contato direto pessoa a pessoa, pela via fecal-oral (mais frequentemente), por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores, ou pela via oral-oral, através de gotículas de secreções da orofaringe (ao falar, tossir ou espirrar). A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária constituem fatores que favorecem a transmissão do Poliovírus. O período de incubação geralmente é de 7 a 12 dias, podendo variar de 2 a 30 dias. Não se conhece com precisão o período de transmissibilidade, mas pode se iniciar antes do surgimento das manifestações clínicas.

Todas as pessoas não imunizadas são suscetíveis a contrair a doença. A infecção natural ou a vacinação conferem imunidade duradoura para o sorotipo correspondente ao Poliovírus. Não há tratamento específico para a poliomielite. Todos os casos devem ser hospitalizados, procedendo-se ao tratamento de suporte, de acordo com o quadro clínico do paciente.

No Brasil, o último caso de poliomielite causada pelo Poliovírus selvagem ocorreu em 1989. A eliminação da doença no país foi alcançada por meio da administração da vacina oral contra a pólio (VOP) em campanhas de vacinação e na vacinação de rotina das crianças, aliadas à vigilância epidemiológica da PFA.

 

2015 – Plano de Erradicação da Poliomielite

2015 – Nota Informativa Poliomielite n. 92