Raiva

Raiva

 

O Programa Nacional de Profilaxia da Raiva foi instituído no Brasil no ano de 1973, como um dos programas prioritários da Política Nacional de Saúde, mediante convênio firmado entre o Ministério da Saúde, Ministério da Agricultura, a Central de Medicamentos, a Organização Pan-Americana de Saúde/OPAS e a Organização Mundial da Saúde/OMS.

A raiva humana é extremamente relevante do ponto de vista clínico e de saúde pública, por se tratar de agravo letal em aproximadamente 100% dos casos. É uma zoonose viral que ataca o sistema nervoso. Ela pode ser transmitida por qualquer mamífero que tenha o vírus, seja selvagem ou doméstico.

É uma doença passível de eliminação no seu ciclo urbano, por existir medidas eficientes de prevenção tanto em relação ao ser humano quanto à fonte de infecção, sendo a principal forma de prevenção a vacinação de cães e gatos. No Brasil, o morcego é o principal responsável pela manutenção da cadeia silvestre. Outros reservatórios silvestres são: macaco, raposa, coiote, chacal, gato-do-mato, jaritataca, guaxinim e mangusto.

A transmissão da Raiva se dá pela penetração do vírus contido na saliva do animal infectado, principalmente pela mordedura e, mais raramente, pela arranhadura e lambedura de mucosas.

Toda pessoa com histórico de exposição ao vírus da raiva, deve procurar assistência médica e, conforme avaliação, receber vacinação ou soro-vacinação ou, ainda, acompanhamento durante o período de observação do animal (cão e gato). Deve-se ficar atento para evitar o abandono, garantindo o esquema de vacinação completo.

 

2016 – Manual de Vigilância, Prevenção e Controle das Zoonoses