Hepatites virais

Apresentação

 

As hepatites virais são infecções causadas por vírus que agridem o fígado podendo levar a complicações como cirrose, câncer (hepatocarcinoma) e à morte. São conhecidos 5 vírus: A (HAV), B (HBV), C (HCV), D (HDV) e E (HEV), sendo que os vírus A B e C são os mais frequentes no Brasil. São doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas, quando estes aparecem, podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. É importante o diagnóstico das hepatites B e C para instituir o tratamento. O diagnóstico das hepatites B e C é realizado por meio do teste rápido, disponível nos serviços de saúde.

HEPATITE A (HAV)

  • Principal via de contágio é a fecal-oral por meio de água e alimentos contaminados. Também tem sido identificado o contágio relacionado às práticas sexuais.
  • Sua ocorrência está relacionada ao saneamento básico inadequado e condições de higiene precária.
  • A hepatite A pode ser evitada por meio da vacinação. A vacina está disponível para as crianças a partir de 15 meses a 4 anos 11 meses e 29 dias e, para grupos especiais.

HEPATITE B (HBV)

  • A principal via de transmissão é a sexual (relação sexual desprotegida) mas pode ocorrer também por via parenteral (transfusão sanguínea, compartilhamento de agulhas e seringas, material de manicure, piercings, tatuagem, escova de dente, lâminas de barbear e demais instrumentos que cortam ou furam) e de mãe para filho na gestação e parto (transmissão vertical).
  • A vacina de hepatite B protege da doença e está disponível nos postos de saúde para toda a população. Atentar que para a proteção à doença é necessário o uso de 3 doses da vacina.
  • Gestantes que têm hepatite B devem receber tratamento específico para evitar transmitir a doença para o bebê. Além disso, o bebê também deve receber a medicação nas primeiras 12 hs de vida.
  • Realizar o teste para verificar a presença da doença é um meio importante de prevenção.

HEPATITE C (HCV)

  • A principal via de transmissão da hepatite C é a via parenteral (transfusão sanguínea, compartilhamento de agulhas e seringas, material de manicure, piercings, tatuagem escova de dente, lâminas de barbear e demais instrumentos que cortam ou furam.
  • São consideradas populações de maior risco para a infecção para a hepatite C: as pessoas que fizeram uso de transfusão se sangue e hemoderivados antes de 1993, usuários de drogas injetáveis, inaladas ou pipadas, pessoas com tatuagens e piercings e que compartilham instrumentos de uso pessoal (alicates, escova de dente).
  • O tratamento com as novas medicações instituído em novembro de 2015, confere cura para a doença.
  • Toda pessoa diagnosticada com hepatite C deve procurar o serviço de saúde para iniciar o tratamento.
  • Realizar o teste para verificar a presença da doença é um meio importante de prevenção.

Notificação

As hepatites virais são doenças de notificação compulsória, ou seja, cada ocorrência deve ser notificada por um profissional de saúde. Acesse o documento “Instrucional de preenchimento da ficha de notificação/investigação” para entender como preencher corretamente a ficha. Esse registro é importante para mapear os casos de hepatites no país e ajuda a traçar diretrizes de políticas públicas no setor.

Tratamento

A hepatite C tem cura em mais de 90% dos casos quando o tratamento é seguido corretamente. As hepatites B e D têm tratamento e podem ser controladas, evitando a evolução para cirrose e câncer. Acesse a rede de Serviços de Atendimento Especializado da Bahia para identificar para onde encaminhar nos casos de diagnóstico positivo.

A hepatite A é uma doença aguda e o tratamento se baseia em dieta e repouso. Geralmente melhora em algumas semanas e a pessoa adquire imunidade, ou seja, não terá uma nova infecção. Todas as hepatites virais devem ser acompanhadas pelos profissionais de saúde, pois as infecções podem se agravar.

2009 a 2018 – Série histórica de Hepatite A por NRS – Bahia

2009 a 2018 – Série histórica de Hepatite B por NRS – Bahia

2009 a 2018 – Série histórica de Hepatite C por NRS – Bahia

Plano de Eliminação da Hepatite C

2019 – Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções

2018 –  PCDT para Hepatite C e Coinfecções Aprovado pela Portaria SCTIE/MS Nº 84 (RETIFICAÇÃO)

2017 – Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite B e Coinfecções

2018 – Manual Técnico para o Diagnóstico das Hepatites Virais

Plano de Eliminação da Hepatite C

2015 – Portaria N° 25, de 1º de Dezembro