IST

IST

 

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos. São transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de preservativos. A transmissão pode acontecer, ainda, da mãe para a criança durante a gestação, no parto ou na amamentação.

 

Sífilis

A sífilis é uma doença infecciosa, transmitida sexualmente, curável, causada por uma bactéria conhecida como Treponema pallidum. Quando não tratada, a doença pode evoluir para formas graves, comprometendo especialmente os sistemas nervoso e cardiovascular.

A sífilis pode ser transmitida durante a gestação, de uma mãe infectada para o feto (transmissão vertical). A sífilis congênita é uma doença de elevada magnitude e transcendência, passível de controle desde que as mulheres com sífilis sejam diagnosticadas e tratadas adequadamente durante a gestação. Pode causar abortamento, prematuridade, manifestações clínicas e/ou morte do recém-nascido.

Prevenção

Acontece com o uso regular de preservativos e realização de teste rápido nas unidades de saúde, principalmente em mulheres em idade fértil e triagem no pré-natal afim de evitar à Sífilis Congênita, e testar parcerias sexuais.

Diagnóstico

Realizado por meio de teste rápido e outros exames específicos de laboratório, testes sorológicos e/ou de biologia molecular. O teste rápido e o tratamento são gratuitos e estão disponíveis nas unidades da rede básica de saúde. No Manual Técnico para diagnóstico da sífilis amplia-se as possibilidades de diagnóstico, além de orientar e subsidiar, especialmente, os(as) profissionais de saúde na realização da testagem da sífilis.

Notificação

A notificação é compulsória e existem três fichas diferentes para investigação:

Tratamento

O tratamento é feito a base de uso de penicilina, preferencialmente. As dosagens e especificidades podem ser verificadas no Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de ISTs

Cuidados com a criança exposta à sífilis

O principal cuidado à criança é a realização de um pré-natal de qualidade e o estabelecimento do tratamento adequado da gestante.

Todas as crianças expostas à sífilis de mães que não foram tratadas, ou receberam tratamento não adequado, são submetidas a diversas intervenções que incluem: coleta de amostras de sangue, avaliação neurológica (incluindo punção lombar), raio-X de osso longos, avaliação oftalmológica e audiológica. Muitas vezes há necessidade de internação hospitalar prolongada.

Legislação

PORTARIA n°2.012, DE 19 DE OUTUBRO DE 2016 revoga a Portaria nº 3.242/GM/MS, de 30 de dezembro de 2011 e aprova o Manual Técnico para o Diagnóstico da Sífilis.

 

2018 a 2008 Serie histórica Sífilis congênita menor de 1 ano. Bahia

2017 Agenda de ações estratégicas para redução da sífilis no Brasil

 

HTLV

 

O que é

É causada pelo vírus T-linfotrópico humano (HTLV) que atinge as células de defesa do organismo, os linfócitos T. O HTLV foi o primeiro retrovírus humano isolado (no início da década de 1980) e é classificado em dois grupos: HTLV-I e HTLV-II.

Formas de contágio

A transmissão do HTLV ocorre da mãe infectada para o recém-nascido (Transmissão Vertical), principalmente pelo aleitamento materno. Outras formas de infecção são a via sexual desprotegida (sem camisinha)  com uma pessoa infectada e o compartilhamento de seringas e agulhas.

Sinais e sintomas

A maioria das pessoas infectadas pelo HTLV não apresentam sinais e sintomas durante toda a vida. Dos infectados pelo HTLV, 10% apresentarão algumas doenças associadas a esse vírus, entre as quais podem-se citar: doenças neurológicas, oftalmológicas, dermatológicas, urológicas e hematológicas (ex.: leucemia/linfoma associada ao HTLV).

Tratamento

O tratamento é direcionado de acordo com a doença relacionada ao HTLV. A pessoa deverá ser acompanhada nos serviços de saúde do SUS e, quando necessário, receber seguimento em serviços especializados para diagnóstico e tratamento precoce de doenças associadas ao HTLV.

Prevenção

É recomendado o uso de preservativo masculino ou feminino (disponíveis gratuitamente na rede pública de saúde) em todas as relações sexuais, e o não compartilhamento de seringas, agulhas ou outro objeto cortante. Da mesma forma, a amamentação está contraindicada (recomenda-se o uso de inibidores de lactação e de fórmulas lácteas infantis).