Síndrome Mão-Pé-Boca

A doença mão-pé-boca (DMPB) é um agravo contagioso causado pelo vírus Coxsackie A16 pertencente à família dos enterovírus que habitam normalmente o sistema digestivo, podendo provocar estomatites (espécie de afta que afeta a mucosa bucal). Embora haja a possibilidade de acometimento em adultos, é mais comum na infância, antes dos cinco anos de idade (mais frequente dos 6 meses a 3 anos). Caracteriza-se por lesões na cavidade oral e erupções nas mãos e pés.

 

Sinais Característicos

A doença mão-pé-boca geralmente provoca:

 

Transmissão

A transmissão ocorre pela via fecal/oral, através do contato direto entre os indivíduos, ou com as fezes, saliva e outras secreções, bem como através de alimentos e fômites. O período de maior transmissão ocorre durante a primeira semana da doença. Entretanto, indivíduos podem algumas vezes permanecer infectantes por semanas após os sintomas desaparecerem. Mesmo depois da recuperação do indivíduo, o vírus pode ser transmitido pelas fezes durante aproximadamente 04 (quatro) semanas. O período de incubação oscila entre 01 (um) e 07(sete) dias. Na maioria dos casos, os sintomas são leves e podem ser confundidos com os do resfriado comum.

 

Diagnóstico

O diagnóstico em geral é clínico, sem necessidade de exames laboratoriais na maioria das vezes. Apesar da possibilidade de o indivíduo infectado permanecer eliminando o vírus nas fezes após já terem desaparecido as lesões da boca, mãos e pés, o maior risco de contágio ocorre durante a primeira semana de doença. É fundamental estabelecer o diagnóstico diferencial com outras doenças que também provocam estomatites aftosas ou vesículas na pele. O diagnóstico diferencial inclui herpangina, estomatite aftosa, varicela, sífilis secundária, sarampo e outras doenças exantemáticas.

 

Tratamento

Não existe vacina contra a enfermidade mão-pé-boca. Geralmente, como ocorre com outras infecções por vírus, o agravo regride espontaneamente após alguns dias. A doença comumente não é grave e quase todos os acometidos por ela se recuperam de sete a dez dias sem tratamento médico. Raramente um indivíduo infectado desenvolve meningite viral e pode necessitar ser hospitalizado por alguns dias. Outras complicações ainda mais raras incluem paralisia similar a poliomielite ou encefalite, que podem ser fatais. Desta forma, na maior parte dos casos, tratam-se apenas os sintomas. Medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves. O ideal é que o paciente permaneça em repouso, faça ingestão frequente de líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta.

 

Recomendações

 

Conteúdo extraído da Nota Informativa Nº 10/2018 da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, da Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde, da Sesab (DIVEP/SUVISA/SESAB), de 27 de agosto de 2018.