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Cedeba incorpora campanha “Linguagem Importa” e promove webpalestra sobre o tema

29/03/2022 17:10

Você pode trocar paciente diabético por pessoa com diabetes; insulino-dependente por usuário de insulina; prevenir por reduzir riscos; doença por condição; regime/dieta por alimentação saudável/plano alimentar. Essas e outras mensagens, espalhadas em cartazes no Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), fazem parte da campanha que a Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar) está desenvolvendo. Com a mensagem “Linguagem Importa”, a iniciativa incorpora as conclusões do Fórum Intersetorial para combate às doenças crônicas não transmissíveis no Brasil, que traz a atualização de Linguagem para Diabetes, Obesidade e de outras condições clínicas de saúde.

“A linguagem tem o poder de aproximar ou afastar as pessoas. E nosso propósito é de aproximar as pessoas que buscam os serviços do Cedeba, para empodera-las, condição que facilita a adesão ao tratamento, além de ajudar a fortalecer o autocuidado, por meio de linguagem que traduza respeito e e não traga embutido qualquer preconceito”, explica a coordenadora Graça Velanes.

Ampliação

Além da campanha interna, a coordenadora de Atenção à Rede da Codar, Julia Coutinho, fará uma webpalestra com tema “Linguagem Importa”. O objetivo é atender, também, os profissionais da Atenção Primária de Saúde. Ela destaca que a comunicação é central na informação da população, permitindo tomada de decisões que possibilitem manter ou melhorar a saúde de todos. “A comunicação é mais ampla do que a seleção de palavras. Inclui também entonação, velocidade do discurso, além de uma série de elementos de comunicação não-verbal”, observa.

De acordo com o documento “Linguagem Importa”, as condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) – mais conhecidas no Brasil como doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) – atingem mais de 50% da população brasileira e são a principal causa de mortes no país (76%). No Brasil, as transições epidemiológica, demográfica e social, urbana e nutricional são as principais responsáveis pelo maior número de mortes por DCNTs: doenças cardiovasculares (DCV) diabetes, doença renal crônica (DRC), doença pulmonar obstrutiva e câncer, entre outras.

Devido às características crônicas e, na maior parte das vezes, incuráveis das CCNTs, o documento “Linguagem Importa” destaca que “a educação em saúde empática, motivadora, inclusiva e respeitosa, que empodere estimulando a autonomia para cuidados baseados em decisões compartilhadas, tem como componente fundamental a comunicação”.

Ascom do Cedeba

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