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Práticas Integrativas e Complementares em Saúde: um olhar integral centrado na pessoa

06/05/2022 14:37

“O grande diferencial das Práticas Integrativas e Complementares de Sáude –PICS – é não olhar para a doença, mas para o indivíduo. Um olhar integral que vê os aspectos físico, emocional, espiritual social e cultural. É a saúde centrada na pessoa, com foco na prevenção”. Esse ponto foi destacado pela acupunturista, mestre em Imunologia e doutoranda em Medicina e Saúde Pública, Renata Roseghini, na palestra “Um panorama das PICS na Bahia: das experiências às evidencias”.

A palestra, que marcou o início das comemorações do “Maio das PICS”- a Política Nacional das PICS foi criada em maio de 2006 – no Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) despertou grande interesse dos participantes, já que o Centro de Referência conta com ambulatório de PICS há quase sete anos, com serviços que complementam o tratamento convencional, de forma integrada. Os usuários adoram, como mostra a o elevado nível de assiduidade no atendimento que oferece Reiki, Homeopatia, Reflexologia Podal e Yoga.

A programação do ”Maio das PICS” – evento produzido por varias entidades para marcar o aniversário da criação do Programa Nacional das Práticas Integrativas e Complementares de Saúde – PNPICS – prossegue no Cedeba no próximo dia 19 às 11h30m, com a palestra “Politica Estadual de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde: o processo de implantação”, tendo como palestrantes a especialista em gestão de Sistemas de Saúde e enfermeira da Diretoria de Gestão do Cuidado, Secretaria da Saúde do Estado da Bahia SESAB/SAIS/DGG, Maria Luísa de Castro Almeida, e a diretora em Saúde Coletiva (ISC/UFBA), também sanitarista de Gestão do Cuidado (SESAB/SAIS/DGG), Suzana Costa Carvalho Neri.

Não é fé, nem é crença

A palestrante observou que é preciso entender que Práticas Integrativas e complementares “Não é fé. Não é crença. É saúde.” Já há evidências cientificas sobre as PICS e cada vez mais crescem os grupos de pesquisa para avaliação e identificação de práticas. No âmbito do SUS estão reconhecidas 29 PICS (dados de 2018) – houve um crescimento significativo, porque eram 14 em 2017, mas o número de PICS no Brasil é muito maior, notadamente no Nordeste, segundo a palestrante. Na Bahia, a politica estadual das PICS foi publicada 2019, mas segundo a palestrante – também é professora da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e coordenadora do CEPICS Bahiana, membro do GT Conexão da REDEPICS Brasil e do comitê gestor do FormaPICS Brasil- muitas práticas vêm sendo desenvolvidas desde a década de 70.

Avaliação positiva

Segundo a líder do ambulatório de PICS do Cedeba, Pilar Dacal, a avaliação dos usuários é muito positiva, como já ficou evidenciado em pesquisa. Para a endocrinologista e homeopata, Flávia Resedá, uma das idealizadoras do ambulatório de PICS do Cedeba, “a expectativa de quem busca os serviços do ambulatório é diferente: as pessoas associam com alivio e bem-estar”.

O uso de práticas alternativas e complementares começou no mundo na década de 70, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou o Programa de Medicina Tradicional Chinesa – Acupuntura. Dados de 2016 mostram que até aquele ano, 1,7 mil municípios brasileiros já ofereciam PICS, sendo 75% da oferta na atenção básica, 18% na atenção especializada e 4% na atenção hospitalar, com um total de 2 milhões de atendimentos.

Ascom do Cedeba