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Governo do Estado reforça assistência neonatal na Bahia

31/03/2022 16:36

Com investimento estadual superior a R$ 165 milhões na ampliação e requalificação da rede materno-infantil, a Bahia ultrapassa os 450 leitos públicos de UTI neonatal e cuidados Intermediários canguru e convencional. Esta nova realidade foi apresentada pela secretária da Saúde da Bahia, Adélia Pinheiro, na abertura do 8⁰ Simpósio Internacional Neonatal, nesta quinta-feira (31), em Salvador.

Inauguradas nos últimos anos, juntas, as unidades Materno-Infantil Joaquim Sampaio, em Ilhéus, maternidade Maria da Conceição de Jesus, em Salvador, maternidade Frei Justo Venture em Seabra e HEC – Hospital Estadual da Criança, em Feira de Santana, somam mais de 150 leitos dedicados exclusivamente aos cuidados intensivos e semi-intensivos ao recém nascido.

“São leitos especializados voltados para a atenção e cuidado com os recém-nascidos, que cumprem com os objetivos de redução da mortalidade infantil, e de regionalização da saúde”, destacou a secretária Estadual da Saúde Adélia Pinheiro em fala de abertura do 8º simpósio Internacional de Reanimação Neonatal, que ocorre em Salvador até o próximo sábado, dia 2 de abril.

O evento, promovido pela Sociedade Brasileira de Pediatria – SBP, foi aberto hoje, 31, pela presidente da 8ª edição do simpósio, Lícia Maria Moreira e pelas presidentes da SBP, Luciana Rodrigues e da Sociedade Baiana de Pediatria Ana Luiza Veloso Mato. Presentes também os secretários estaduais de Políticas para Mulheres, Julieta Palmeira, e do Turismo, Maurício Bacelar.

O simpósio internacional ocorre periodicamente sempre com o objetivo de promover a troca de conhecimento científico entre os profissionais de reanimação neonatal de todo o mundo. O Programa de Reanimação Neonatal foi iniciado em 1994 pela Sociedade Brasileira de Pediatria com o objetivo de formar de instrutores em todo o país. Três anos depois, praticamente todos os estados brasileiros já possuíam instrutores aptos a multiplicar os conhecimentos relativos ao atendimento do recém-nascido na sala de parto.

De acordo com a presidente do simpósio, Lícia Moreira, é emblemática que esta edição do evento ocorra no Nordeste, a região do país que tem o maior desafio na redução da mortalidade infantil. Segundo a especialista, 20% dos óbitos em bebês com até 1 semana de vida estão associados à asfixia.

“Precisamos trabalhar no sentido de reduzir estes dados. Para isso, governo e iniciativa privada devem assumir compromissos com a sociedade”, enfatizou Lícia Moreira.