Uma explosão de cores e sabores caracteriza a mesa com as delícias dos festejos juninos. São muitos pratos, onde estão incluídos vários tipos de bolo, canjica, amendoim, milho cozido e assado. No Nordeste, a tradição das festas é muito forte, principalmente nas cidades do interior. Por isso, segundo a endocrinologista do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia, Odelisa Matos, pessoas com diabetes devem, sim, consumir as delícias do São João, mas com cuidado e de olho nos carboidratos, para evitar a descompensação da glicemia.
Hoje, no encerramento da Caravana Junina da Saúde, que o Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), por meio da Coordenação de Diabetes e Apoio à Rede (Codar), iniciou há 15 dias, Odelisa Matos mostrou que uma xícara de amendoim cozido (sem a casca) tem a mesma quantidade de carboidratos que um pão francês. O que a pessoa com diabetes não pode fazer é comer amendoim sem limite de quantidade.
PREPARACÃO
A endocrinologista explicou que a preparação dos pratos também pode ser feita tornando-os menos ricos em carboidratos. Nos bolos e canjica, por exemplo, o açúcar pode ser substituído por adoçante artificial (próprios para o forno) como sucralose e stevia, dentre outros. Segundo explicações de Odelisa Matos, o licor tradicional deve ser evitado por pessoas com diabetes, porque além do álcool e da frutose (açúcar da fruta) tem uma calda rica em açúcar. É melhor preferir o licor preparado com adoçantes, já disponível no mercado.
O reforço de conhecimento que a Caravana Junina da Saúde trouxe para os usuários do Cedeba foi muito bem avaliada. Para Maria do Nascimento, 66 anos, há 25 anos sendo acompanhada no Cedeba por causa do diabetes, “quanto mais informação, melhor. Achei a programação muito interessante porque foram palestras de assuntos variados”. Hoje com a maturidade – pontuou – “tenho muito cuidado com a alimentação. No meu dia a dia e no São João também.”
Com 59 anos, José Nilton Teixeira está aposentado por causa do diabetes. Já apresenta complicações da doença: amputou um pé, sofre de retinopatia diabética e neuropatia. Na sua opinião “esse trabalho educativo que o Cedeba faz é muito importante para evitar complicações.” Como resume Júlia Coutinho, da Codar “as ações educativas são fundamentais para o reforço do auto cuidado da pessoa com diabetes.”
Hoje, além da endocrinologista Odelisa Matos, os participantes da Caravana tiveram reforço sobre Direitos e Deveres da Pessoa com diabetes, com a apresentação da advogada Júlia Coutinho. Constou ainda da programação, orientações sobre cuidados com os pés e com o uso dos medicamentos, tema para a enfermeira Ana Cláudia Perrotta.
A Caravana Junina da Saúde foi uma ação especial de educação para garantir mais segurança a pessoas com diabetes. Depois do São João, a Caravana da Saúde retorna com o trabalho educativo nas antessalas dos consultórios do Cedeba, como vem acontecendo regularmente, desde o início do ano.
Ascom do Cedeba