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Retinopatia Diabética tem webpalestra do Cedeba para profissionais da Atenção Primária à Saúde

28/06/2022 12:09

A Retinopatia Diabética(RD)  é a complicação mais  temida nas pessoas com diabetes, porque  costumam associar a  doença  à possibilidade de perda da visão. E  um dos maiores  fatores de risco para o desenvolvimento  de complicações oculares na pessoa com diabetes, segundo a retinóloga  e líder da Oftalmologia do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (CEDEBA), Tessa Mattos, é o descontrole da glicemia.

A  Prevenção e Controle da Retinopatia Diabética   será o  tema da  webpalestra  de Tessa Mattos,  no próximo dia 19, às 15  horas, na sequência  da programação de Atualização em Diabetes  para  profissionais de Atenção Primária à Saúde (APS), uma iniciativa do Cedeba  por meio da Coordenação de  Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar), em parceria com o Telessaúde. A programação, antes da pandemia, era presencial,  sempre na primeira  terça-feira do mês, no auditório do Centro de Atenção à Saúde (CAS).

Exame de fundo de olho

De  acordo com a especialista, a Retinopatia Diabética (RD)  é realmente a complicação mais temida diante da possibilidade de cegueira em pessoas acima de 60 anos. Após  20 anos de diabetes,  a chance de ter algum grau de  RD – explicou – é de 90%  no diabetes tipo 1 (criança e adulto jovem)  e  de mais de 60% nas pessoas  com  diabetes  tipo 2 . Como a doença é silenciosa, nas fases iniciais o  paciente  não apresenta sintomas, mesmo já apresentando algum grau de RD.

Segundo  Tessa Mattos, a única forma de detectar a RD é  o exame de fundo de olho. Deve ser feito  cinco anos  após  o diagnóstico para  diabetes  tipo 1 e, para  o diabetes tipo 2, no ato do diagnóstico de diabetes, porque  muitas  pessoas  convivem muitos anos  sem diagnóstico. São  as complicações que as identificam como diabéticas.

“Mas se o tratamento da RD for feito  no tempo certo e o tratamento realizado adequadamente, o  risco de  cegueira  diminui  em 5%. Infelizmente, na nossa realidade, muitas pessoas só  têm o diagnóstico ao apresentarem algumas complicações, como baixa de visão”, pontua Tessa Mattos.

Segundo a especialista, o  maior  fator de risco  para a RD é o descontrole glicêmico. O exame de hemoglobina glicada, que dá a média da glicemia dos  últimos  três meses, precisa estar dentro dos padrões.

“É preciso evitar a  variabilidade  dos níveis  de glicemia  pois é  bastante  prejudicial oscilar entre hiperglicemia (200) e  hipoglicemia (menos de 70). ”O tratamento padrão para a RD proliferativa, segundo a especialista, é a panfotocoagulação  a  laser. Existem medicações que são injetadas  no olho, eficazes  para tratar o edema macular diabético, a principal causa de comprometimento  de  visão em  pacientes  diabéticos “

Manter o diabetes sob controle sistêmico: hemoglobina glicada menor que sete, pressão arterial inferior a 13 – é muito importante na prevenção da retinopatia diabética, uma das complicações mais temidas da doença.

Entendendo a retinopatia

A retinopatia diabética pode ser de dois tipos: a não proliferativa, forma inicial da doença que é detectada quando os vasos do fundo do olho estão danificados, causando hemorragia e vazamento de líquido da retina, chamado de Edema Macular Diabético; e a proliferativa, diagnosticada quando os vasos da retina ou do nervo óptico não conseguem trazer nutrientes para o fundo do olho e por consequência, há formação de vasos anormais, que causam o sangramento.

A prevenção da Retinopatia diabética é muito importante, como explicou a especialista, porque a doença é silenciosa. O diabético pode não ter queixas de problema de vista e a RD, em alguns casos, já está instalada. A RD – informou Tessa Mattos – é a maior causa de perda visual irreversível e previsível em pacientes em idade laborativa (entre 20 e 74 anos) em todo o mundo.

Ascom do Cedeba

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