Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que aproximadamente 1% da população mundial, com idade superior a 65 anos, tem a Doença de Parkinson. Segundo informações da Biblioteca Virtual/Ministério da Saúde, números não oficiais apontam em 2022 para pelo menos 250 mil portadores.
A Doença de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, crônica e progressiva, que afeta os movimentos, causa tremores, lentidão motora, rigidez muscular, desequilíbrio e alterações na fala e na escrita. É causada pela diminuição intensa da produção de dopamina, um importante neurotransmissor (substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas).
A cura ainda não foi alcançada e a patologia é considerada a segunda doença neurodegenerativa mais frequente no mundo. O tratamento inclui medicamentos e programas terapêuticos de reabilitação que buscam evitar e/ou retardar a perda da funcionalidade e habilidades motoras dos pacientes. Com o envelhecimento da população, as preocupações com a doença aumentam.
No Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso (Creasi), a Farmácia oferece sete fármacos para o tratamento de Parkinson. No ano passado, foram distribuídos mais de meio milhão de unidades de medicamentos. Já em 2022, até o mês de novembro, o Serviço forneceu 815.375 comprimidos aos pacientes cadastrados para a patologia.
História que inspira
Mab Brandão, 63 anos, descobriu a doença de Parkinson há três anos. Depois de muita pesquisa, ano passado, mudou-se de Irará, onde residia, para Salvador com o objetivo de se tratar. “Eu sou uma pessoa muito curiosa, então logo quando soube que tinha a doença comecei a pesquisar muito sobre o assunto na internet, foi assim que conheci o Creasi e mudei minha vida vindo para a capital”, falou a idosa.
A aposentada é paciente da Unidade desde fevereiro e é assistida por uma equipe multidisciplinar e farmacêutica composta por profissionais de saúde das áreas de geriatria; enfermagem; fisioterapia; fonoaudiologia; psicologia; nutrição; serviço social; terapia ocupacional. “Sei que a doença não tem cura, mas nunca me deixei abater. Faço o meu tratamento e tomo os remédios, venho ao Creasi e me mantenho ativa. Faço isso porque sei que é o melhor pra mim”, concluiu Mab.
Serviço
Para obter maiores informações sobre o Creasi, os medicamentos fornecidos e como se cadastrar na Farmácia, deve ser acessado o site: www.saude.ba.gov.br/creasi.
Ascom do Creasi