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Siast/Cedeba desenvolve ações para seus colaboradores no “Janeiro Branco”

20/01/2023 17:18

“A Vida Pede Equilíbrio” é o tema do “Janeiro Branco” deste ano, campanha que tem o objetivo de chamar atenção, de forma mais direta, para a importância do cuidado com a saúde mental, prevenindo danos emocionais e aparecimento de males físicos e psíquicos. Como ocorre todos os anos, a equipe do Serviço Integrado de Atenção à Saúde do Trabalhador (Siast), do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) se engaja na campanha para conscientizar o trabalhador sobre a necessidade de reflexão e auto avaliação do seu estado de saúde mental, por meio de palestras, reuniões, práticas meditativas, acolhimento e orientação psicológica.

Em 1946, pela primeira vez, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a saúde mental como um dos pilares da nossa saúde. Desde então, equiparar a saúde física e mental e seus cuidados é uma questão social que vem sendo trabalhada e continua em evolução. A grande mudança, no entanto, depende da desconstrução de inúmeros estigmas e preconceitos.

A ideia de dar atenção à saúde mental no mês de janeiro nasceu da importância do primeiro mês do ano. É o momento de muitas promessas e planos pessoais, depois do balanço dos projetos e sonhos que deixaram de ser realizados no ano anterior. Muitos prometem mudar a alimentação, fazer exercícios físicos, mas cuidar da saúde mental não entra na lista dos desejos. Por isso um grupo de psicólogos de Uberlândia (Minas Gerais) liderados pelo psicólogo Leonardo Abrahão, criou em 2014 o “Janeiro Branco”.

Queixas crescem com a pandemia

Nos últimos anos tem-se observado um número crescente de pessoas com queixas relacionadas a questões emocionais, como observam a líder do Siast/Cedeba, médica Graça Machado e a psicóloga Viviane Oliveira. E após o início da pandemia da Covid-19 houve aumento significativo destas queixas. Esta situação também ficou evidente entre os trabalhadores do Cedeba

Logo – analisam- a Campanha “Janeiro Branco” é muito importante para os trabalhadores. As ações começaram com a divulgação de cards nos grupos de aplicativo de mensagem sobre o tema e cartazes nos murais da unidade. “Outra ação é a disponibilização de horários com a psicóloga do Siast para agendamento de sessões de acolhimento e orientação”. São de dois a quatro encontros por trabalhador para que a demanda seja avaliada e redirecionada, de acordo com a necessidade.

Outra ação é a prática de Yoga em cadeiras como forma de aprender a lidar com as agitações diárias e evoluir na prática meditativa. Os encontros acontecerão, uma vez por semana, às 16 horas, ao final do turno de trabalho, a princípio às segundas e quartas feiras, de janeiro a junho. As inscrições são feitas pelo WhatsApp do Siast. Ao final, será feito o levantamento das demandas observadas durante os atendimentos e, após discussão com a equipe, será possível planejar novas temáticas a serem trabalhadas de forma geral na unidade.

Segundo Viviane Oliveira, o resultado esperado com o trabalho do “Janeiro Branco” é difundir ações que possam contribuir para a melhoria da saúde mental através da mudança comportamental de forma individual e, coletivamente, dos relacionamentos interpessoais com consequente melhoria do clima organizacional”.

Cenário crítico

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), os números já indicavam um cenário crítico antes mesmo da pandemia. São 300 milhões de pessoas com depressão no mundo.

A doença atinge indivíduos de todas as raças, credos, idades, nacionalidades e classes sociais, afastando-as do convívio social e de uma vida produtiva.

Não muito atrás, a ansiedade alcança cerca de 260 milhões e o Brasil, é claro, não foge dessa tendência.

Atualmente, somos o país com o maior número de pessoas ansiosas no mundo. Todos esses dados reforçam a importância de se discutir a saúde da mente. Afinal, seu adoecimento é tão incapacitante quanto doenças que atingem o corpo, podendo resultar em sequelas e até em mortes. (Dados do site Janeiro Branco).

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