O contínuo e forte trabalho de educação em diabetes, que o Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (CEDEBA), desde a sua fundação há 29 anos, desenvolve com foco na prevenção das complicações da doença, dá grande espaço para os pés que precisam de atenção especial, para evitar úlceras que podem levar a amputações, reduzindo a qualidade de vida, destaca a diretora e fundadora do Centro de Referência, Reine Chaves.
Quando as amputações acontecem, o Centro de Prevenção e Reabilitação de Deficiências (Cepred) dispensa próteses, mas há situações em que há necessidade de cadeira de rodas e de banho e andador. Por isso, a integração no trabalho dos dois centros de Referência (Cedeba e Cepred) é muito importante, como destacam a coordenadora da Codar (Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede), do Cedeba, Graça Velanes e a fisioterapeuta do Cepred, Aline Trzan.
Para reforçar a integração, acontece no dia 18 de maio, das 8 às 12 horas, no Cedeba, a Caravana do Pé Diabético, com a participação do Cepred. Serão quatro mesas com temas bem práticos, focados em ações educativas: “Pés Saudáveis sem Ferimentos”, “Pés com Lesões Pré Ulcerativas e com Ferimentos”, “Exercícios para os Pés–Dispositivos descarga do Peso-Calçados” e “Garantia de Direitos: O Que Temos Disponível no SUS”.
CARAVANA TEMÁTICA
As caravanas da saúde são uma atividade permanente do Cedeba, por meio da Codar, nas salas de espera, mas em datas especiais “fazemos caravanas temáticas” para reforçar os cuidados. A Caravana do Pé do Diabético, em parceria com o Cepred, permitirá às pessoas com diabetes conhecer todo o trabalho de prevenção, observa Graça Velanes.
Para Aline Trzan, “é uma oportunidade de somar forças, de ampliar as informações sobre as ações do Cepred para as pessoas com diabetes. “Quando reforçamos as informações, promovemos a saúde”. Atualmente, a maioria das próteses dispensadas pelo Cepred para membros inferiores é para pessoas com diabetes, com a predominância de idosos. Mas, o Cepred também dispensa calçados especiais com o fim de prevenir lesões.
O trabalho de prevenção do pé diabético passa pelo autocuidado, com a escolha do sapato adequado, hábitos saudáveis de higiene, mas quando a amputação é inevitável, o Cepred, não se limita a dispensar as próteses. Segundo Aline Trzan, “o trabalho também é multidisciplinar: fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicólogo, nutricionista e assistente social trabalham de forma integrada, porque a amputação é um momento muito difícil, por reduzir a qualidade de vida”.
PROGRAMAÇÃO
A Mesa sobre Pés Saudáveis sem Ferimentos será conduzida pela líder de educação do Cedeba, enfermeira Ana Claudia Perrotta, quando serão abordados, entre outros temas, o autoexame dos pés, os cuidados higiênicos dos pés e unhas, os sete comportamentos para o autocuidado. A Mesa sobre Pés com Lesões Pré-Ulcerativas e com Ferimentos terá como responsável a enfermeira do Ambulatório do Pé, do Cedeba, Mariluce Araújo Lopes Queiroz. Serão apresentadas respostas para questões importantes: Dor Neuropática: o que a pessoa com diabetes pode sentir? Pés insensíveis: como reconhecer e cuidá-los? Quando suspeitar que o ferimento está infectado?
A fisioterapeuta do Cepred, na Mesa 3, mostrará exercícios personalizados para os pés, tipos de calçados disponíveis, palmilhas, órtese e prótese e controle de taxas. Os direitos das pessoas com diabetes também serão apresentados. Caberá à assistente social e advogada, Júlia Coutinho, coordenadora de Atenção à Rede, da Codar, apresentar os direitos das pessoas com diabetes e insumos para controle da doença, direitos sociais, encaminhamento às especialidades e acesso do usuário ao Cedeba e Cepred (cartilha do usuário).
Ascom do Cedeba
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