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Semana de Enfermagem no Cedeba aborda Práticas Integrativas e Complementares de Saúde

12/05/2023 14:16

A programação comemorativa da Semana da Enfermagem – hoje 12 é o dia do Enfermeiro – no Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), foi centrada nas Práticas Integrativas e Complementares de Saúde (PICS), cujo olhar integral vê os aspectos físico, emocional, espiritual, social e cultural. Em vez de centrar na doença, olha para o indivíduo. As atividades foram encerradas na manhã de hoje com uma Roda de Conversa sobre Podiatria e Fitoterapia, tendo como facilitadora Onsli Santos Almeida.

As atividades começaram na terça-feira, quando foram abordados os temas “Autocuidado e Reflexologia”. Ontem pela manhã, a fisioterapeuta Lorena Guedes abordou a Auriculoterapia; e a endocrinologista e homeopata, Flávia Resedá, a Homeopatia. No Cedeba, o ambulatório de PICS, que contou com grande apoio da equipe do Hospital das Clínicas, ao ser criado tem grande aceitação dos usuários que encontram técnicas que ajudam a reduzir o estresse e aliviar dores.

Segundo explicou Flávia Resedá, temos um corpo físico, mas também temos que trabalhar o emocional e o espiritual. A energia é considerada a base de toda a vida é um fator fundamental para a cura. “Os serviços oferecidos pelo ambulatório de PICS complementam o tratamento convencional, de forma integrada” observa.

NO MUNDO E NO BRASIL

O uso de práticas alternativas e complementares começou no mundo na década de 70, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou o Programa de Medicina Tradicional Chinesa – Acupuntura. No Brasil, o PICS começou a ser concebido com a criação do SUS, na década de 80, mas a política só foi aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde em 2006. Dados de 2016 mostram que até aquele ano, 1,7 mil municípios brasileiros já ofereciam PICS, sendo 75% da oferta na atenção básica, 18% na atenção especializada e 4% na atenção hospitalar, com um total de 2 milhões de atendimentos.

Uma das práticas oferecidas pelo Cedeba – a auriculoterapia foi tema da apresentação da fisioterapeuta Lorena Guedes. Auriculoterapia é uma técnica derivada da acupuntura, que faz pressão em pontos específicos da orelha para tratar e diagnosticar diversos problemas físicos, mentais e até emocionais.

A auriculoterapia, segundo a fisioterapeuta, é uma prática para aliviar dores, sintomas ou distúrbios psicossomáticos nos âmbitos físicos e emocionais. A acupuntura auricular também gera bons resultados no tratamento de doenças de difícil resolução ou como analgésico durante o ato cirúrgico.

Explicou que, a exemplo do pé, que tem os pontos correspondentes aos órgãos do corpo e são estimulados na prática da reflexologia podal, a orelha também tem esses pontos. A auriculoterapia pode ser feita em qualquer pessoa, independentemente da idade, trazendo benefícios para adultos, idosos e crianças. Além de ser uma prática simples, é de baixo custo. O profissional após a anamnese pressiona os pontos da orelha que correspondem à queixa, para serem estimulados.

A endocrinologista e homeopata Flávia Resedá mostrou a importância das PICS, destacando que “temos um corpo físico, mas também temos que trabalhar o emocional e o espiritual. A energia é considerada a base de toda a vida é um fator fundamental para a cura”,

Além de mostrar a importâncias das diversas PICS, Flávia Resedá viajou pela história, mostrando um princípio defendido por Hipócrates, pai da Medicina, em que o tratamento “em primeiro lugar não deve prejudicar”, ao destacar o papel da homeopatia (cujo princípio é que semelhantes são curados pelos semelhantes”. Desenvolvida por Samuel Hahnemann no século XVIII, com estudos e reflexões baseados na observação clínica e em experimentos realizados na época, no Brasil só em 1980 foi reconhecida como especialidade pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

A consulta com o homeopata é demorada, porque são muitos questionamentos que vão de hábitos alimentares, traumas de infâncias, qualidade do sono, sonhos, problemas emocionais, explicou a homeopata.