Nesta terça-feira (30), a nutricionista realizou uma palestra no Cedeba, como parte da programação do Maio das PICs – mês em que se comemora a criação, em 2006, da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares de Saúde (PNPIC’s). O encerramento da programação será na quarta-feira (31), às 14h, com atividade de Dança Circular Sagrada – Encontros e Reencontro para os usuários do Cedeba, tendo como facilitadora Genilda Leite Nascimento.
As práticas
Ao realizar a pesquisa, a nutricionista entrevistou usuários que contavam no Cedeba com as seguintes PIC’s: reiki, reflexologia podal, cromoterapia, meditação e auriculoterapia. As pessoas eram acompanhadas há mais de um ano e meio no Cedeba e com idades variando entre 33 e 59 anos. Para a pesquisadora, as PIC’s possibilitam uma visão ampliada do processo saúde-doença, fazendo uma abordagem integral, além de estimular os mecanismos naturais de agravos e recuperação da doença. Faz, ainda, uma escuta acolhedora. A integração do indivíduo com meio ambiente e sociedade, dentre outros importantes aspectos.
Segundo a nutricionista, diante do crescimento da obesidade, hoje uma questão de saúde pública, é muito importante a ampliação de modelos de cuidado. A obesidade tem que ser vista além do número registrado pelo peso e pelo Índice de Massa Corporal (IMC) e circunferência da cintura.
De acordo com Maria Cristina, “apesar de ter sido possível identificar as dimensões dos efeitos produzidos pelas PIC’s, não se pode atribuí-los tão somente a estas práticas. As PIC’s assumem um lugar híbrido e dinâmico, se entremeando na complementaridade e na integralidade, frutos do processo terapêutico; os efeitos coadunam no sentir-se bem, categoria que pode representar toda potência e sensibilidade presente no processo terapêutico no contexto das PIC’s. Além disso, as PIC’s operam um reordenamento do peso corporal, ordenando os objetivos do processo terapêutico”.
Ascom do Cedeba
