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Cedeba participa das ações de prevenção das hepatites virais do Julho Amarelo

17/07/2023 15:17

A hepatite viral aumenta entre três a sete vezes a possibilidade de a pessoa ter diabetes do que na população em geral, além de tornar mais difícil o controle do diabetes. As informações são da técnica de Referência do Programa de Hepatites virais da Diretoria de Vigilância Epidemiológica- DIVEP, da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), Zilda Afonso Torres, ao destacar a importância do Julho Amarelo, mês que o Ministério da Saúde definiu para centrar a atenção nas ações de conscientização sobre as hepatites virais, culminando no dia 28.

Além da parceria, com a DIVEP, o Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), por meio da Coordenação da Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar), participa do Julho Amarelo, ampliando as informações sobre hepatites virais, com cartazes educativos e, também, reforçando orientações sobre a prevenção (cuidados e vacinação) e tratamento. O trabalho educativo é amplo, como explica a coordenadora da Codar, Graça Velanes, incluindo os atenção com o descarte de materiais perfuro cortantes.

PALESTRA

O ponto magno das ações do Cedeba no Julho Amarelo acontece no próximo dia 20, das 14 às 15 horas, com a webpalestra (transmitida pelo Telessaúde) do hepatologista Paulo Bittencourt sobre “Diagnóstico e Tratamento do fígado gorduroso no Diabetes Mellitus Tipo 2. A palestra se insere no programa que a Codar/Cedeba oferece durante todo o ano aos profissionais da Atenção Primária de Saúde (APS).

Por que prevenir e tratar as hepatites virais? – Porque são infecções causadas por vírus que atacam o fígado podendo levar a complicações como cirrose, câncer e à morte, explica Zilda Afonso Torres. – São conhecidos cinco vírus: A.B.C. D e E, mas no Brasil o mais frequentes são o A, B e C. As hepatites B e C são a primeira causa de transplante de fígado no Brasil.

As hepatites virais são doenças silenciosas (nem sempre apresentam sintomas), mas quando aparecem trazem cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjôo, vômito, dor abdominal, peles e unhas amareladas, urina escura e fezes claras.

– Na hepatite A, a principal via de contágio é fecal-oral por meio de água e alimentos contaminados. Está muito associada  a más condições de higiene e saneamento. Com o avanço do saneamento básico. Sua ocorrência é baixa. Pode ser evitada com vacina, a partir de 15 meses de idade, explica Zilda Afonso Torres.

Já a hepatite B, de transmissão sexual e vertical (da mãe para o bebê durante a gestação ou no parto), também conta com vacina por isso – orienta a especialista – é muito importante o sexo seguro com o uso de preservativos, que protege contra hepatite B e, também, contra outras doenças sexualmente transmissíveis. Embora a principal via de transmissão da hepatite B seja sexual, pode ocorrer também por transfusão sanguínea, compartilhamento de agulhas e seringas, material de manicure, piercings, tatuagem, escova de dentes, lâmina de barbear e demais objetos que cortam ou furam, explica a técnica da DIVEP. Contra a hepatite B, há vacina – faz parte do calendário oficial de vacinação. O recém-nascido de mães com hepatite devem ser vacinados nas primeiras 12 horas de vida e ainda tomar imunoglobulina Humana Anti-Hepatite.

Para a Hepatite C, não há vacina, mas tem tratamento e tem cura, segundo explica Zilda Torres. É muito importante- destaca – o diagnóstico precoce com a testagem, que  é  realizada  em todos os postos de saúde.

Ascom do Cedeba

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