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Cirurgia bariátrica será o tema da próxima sessão clínica da Coep\Cedeba

10/08/2023 10:53

De grande importância para o tratamento dos casos graves de obesidade, a cirurgia bariátrica será o tema da sessão clínica da Coordenação de Ensino e Pesquisa (Coep) do Cedeba, na próxima quinta-feira (17), às 11h30, na Sala de Obesidade (ala da Residência), e será apresentada pelo cirurgião bariátrico Erivaldo Alves. O evento será muito importante, segundo a coordenadora da Coep, endocrinologista Jeane Macedo, porque a bariátrica exige cuidados na fase pré e pós-operatória. E a sessão clínica – pontuou – será uma oportunidade especial, já que a interação das equipes clínica e cirúrgica é essencial.

Na sessão, serão apresentadas as técnicas cirúrgicas mais adequadas na bariátrica, o acompanhamento pós-bariátrico. Jeane destacou o trabalho do Núcleo de Obesidade do Cedeba, que conta com a equipe multidisciplinar e que faz a interdisciplinaridade, já que os diversos profissionais (endocrinologista, psiquiatra, nutricionista, psicólogo, assistente social e fisioterapeuta) decidem conjuntamente, ampliando o cuidado.

Mudanças de estilo de vida

A cirurgia bariátrica – indicada quando o paciente não responde a outros tratamentos e há comorbidades – não garante o controle da obesidade, se não for acompanhada por mudanças no estilo de vida. “A cirurgia opera o estômago, mas não opera a cabeça”, pontua Teresa Arruti. Embora seja o sonho imediato de muitos pacientes, logo que chegam ao Cedeba, o encaminhamento para a cirurgia é precedido por dois anos de preparação com a equipe multidisciplinar, que define a indicação.

A pessoa com obesidade, segundo Teresa, tem problemas de autoestima, usando o alimento para vencer a ansiedade. Por isso, o tratamento passa pelo médico, nutricionista, psicólogo, psiquiatra e assistente social. “Mais que multidisciplinaridade, fazemos a transdisciplinaridade, em que os profissionais da equipe discutem conjuntamente a situação dos pacientes”, afirma a endocrinologista.

Quanto maior o grau de obesidade, maior o risco de outras doenças, como hipertensão arterial, diabetes, distúrbios do sono, doenças osteoarticulares e, pelo menos, dez tipos de câncer. Na primeira fase da pandemia da Covid-19, pessoas com obesidade apresentaram quadro mais grave e, também, maior risco de morte.

A cirurgia bariátrica é o último recurso para tratar a obesidade, mas o paciente precisa estar consciente sobre os riscos para tomar a decisão. “E mais: aprender a ser saudável, com ou sem cirurgia, é uma escolha pessoal. Se a escolha pela bariátrica não for consciente, restará o arrependimento”, destaca Teresa.

Ascom/Cedeba

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