“A dança é como um abraço que damos no mundo através do movimento do corpo”. A mensagem foi distribuída com os participantes. Cada movimento tem um propósito: o passado, o presente e o futuro são bem definidos nas danças circulares. De mãos dadas em círculo, cantando e dançando, ao som de músicas, vivencia-se passos e ritmos completamente diferentes. Colaboradores do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) viveram essa experiência na manhã de hoje com o Encontro de Dança Circular, iniciativa conjunta da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar) e Coordenação de Desenvolvimento de Pessoas (CODEP), marcando o Novembro Azul/Diabetes para os colaboradores do Centro de Referência.
Segunda-feira (13), a programação das Caravanas temáticas de Saúde continua com o tema “Comportamento: Saúde para o Autocuidado”, que inclui alimentação saudável, controle da glicemia, cuidados com os pés e exercícios físicos. E na terça-feira, 14 de Novembro Dia Mundial do Diabetes, no auditório da Escola Estadual de Saúde Pública, com duas palestras para usuários com diabetes, do Centro de Referência: “Seus Olhos e o Diabetes” e “Alimentação Saudável”.
O ENCONTRO
O Encontro teve como facilitadoras a enfermeira Graça Velanes, coordenadora da Codar- está concluído a especialização em danças circulares, com duração de três anos – e a psicóloga Jeane Braidy. Graça Velanes explicou que a dança e o canto sempre estiveram presentes na vida dos povos, seja em celebrações, rituais ou simplesmente para se conectar com Deus como uma forma de oração. Tudo era celebrado, cantado e dançado: nascimento, casamento, plantio, colheita, morte”.
Dentre as muitas práticas integrativas e complementares de saúde (PICS), reconhecidas e fazendo parte do Sistema Único de Saúde, estão as danças circulares. De acordo com Graça Velanes, as danças circulares trazem espontaneidade, leveza, alegria, beleza, paz, serenidade, o amor que existe dentro de cada um; proporcionam o trabalho em grupo sem que a pessoa perca sua individualidade; desenvolvem o apoio mútuo, a integração, a comunhão e a cooperação: são instrumentos suaves de autoconhecimento e autocura. Incentivam o indivíduo a expressar o que ele tem de melhor dentro de si, harmonizam o grupo antes e depois de praticar suas tarefas cotidianas, trazem musicalidade e ritmo para a vida diária-equilibram o corpo físico, emocional, mental e espiritual. É uma meditação em movimento: ampliam a percepção, a concentração e a atenção. Trazem uma maior autodisciplina e centramento. Encorajam as pessoas a ocuparem o seu lugar e o seu espaço. Trazem flexibilidade e autoconfiança para a vida. Desenvolvem a autoestima, ajudando a transformar medos, angústia.
Cada movimento na dança tem um sentido, As mãos são dadas com a palma esquerda para baixo e a direita para cima, para trazer a energia do Céu para a Terra, e mantê-la no plano vertical. Invertendo a posição das palmas, a energia circula então da Terra para o Céu. Também a direção tem propósitos: Caminhar para o centro da roda: todos vão buscar a fonte de renovação, de abundância, da criatividade, da fé, da força de ajuda divina. E caminhar para o círculo de fora, é para expandir o saber, o aprendizado e repassar.
Ascom do Cedeba