O diálogo sobre o racismo deve ser constante, visto que ainda é um problema que prejudica nossa sociedade. Ciente disso, o Hospital Regional de Juazeiro (HRJ), complexo hospitalar administrado pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), realizou, na última quarta-feira (22), uma roda de conversa com o tema “Racismo Institucional: formas de prevenção e combate”.
A importância de ampliar, conhecer e lidar com situações de racismo, provocando nos colaboradores a conscientização sobre o respeito à diversidade étnica do país, motivaram a rodada de conversa no HRJ. Além disso, o momento teve a intenção de levar os profissionais da instituição à reflexão sobre a necessidade de combater práticas racistas dentro e fora do ambiente de trabalho.
O evento fez parte da programação do Novembro Negro, movimento que busca recordar e evidenciar lutas e resistências da população negra contra o racismo, o preconceito e a discriminação racial. A Consciência Negra é celebrada em novembro em memória ao líder quilombola Zumbi dos Palmares, que foi capturado e morto em 20 de novembro de 1695.
Organizado pela Comissão de Diversidade, o evento buscou também contribuir com uma discussão sobre o racismo e suas repercussões interpessoais no âmbito das relações institucionais do HRJ, abrangendo todos os que fazem parte desse cenário, como gestores, colaboradores e estagiários, alcançando, por consequência, usuários dos serviços de saúde e a população.
Além da roda de conversa, os colaboradores puderam acessar um mural informativo, exposto durante toda a semana (de 20 a 24 de novembro), no corredor de entrada. O objetivo do mural foi possibilitar que os profissionais tivessem acesso a informações importantes acerca da temática, como o combate ao racismo, o respeito às religiões de matriz africana e a importância da campanha Novembro Negro.
O convidado para ministrar a palestra foi o jornalista do HRJ, Renilson da Silva. Para ele, esta é uma temática que deve ser debatida com certa frequência. “Estamos no Novembro Negro, no entanto, a gente não pode limitar o debate sobre o racismo a este mês. Devemos pautar sempre e conscientizar as pessoas de que o racimo existe dentro e fora das instituições e que precisa ser combatido”, afirmou.
O auxiliar administrativo do HRJ, Wesley Araújo, participou da roda de conversa e aprovou a iniciativa: “O bate-papo sobre racismo institucional foi muito bom e necessário para que possamos entender um pouco sobre o racismo nas instituições. Este debate nos fez refletir sobre nossas atitudes e até mesmo sobre frases que usamos com termos racistas. É importante a empresa dar espaço para assuntos como esse. Dessa maneira, as pessoas evoluem e aprendem a lidar com as diferenças étnicas, sociais e culturais existentes na sociedade”.
Ascom do HRJ