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Anvisa divulga resultados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos

11/12/2023 09:05

Na última quarta-feira (6), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), divulgou os resultados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para). Foram fiscalizados 25 alimentos em um total de 5.068 amostras, somando os ciclos de 2018/2019 e 2022.

O programa analisa a presença de resíduos de agrotóxicos em alimentos recolhidos em supermercados de todas as regiões do país. As amostras são verificadas em laboratórios especializados, com métodos científicos utilizados internacionalmente.

Neste novo ciclo do programa, foram incluídos novos alimentos processados. Pela primeira vez os alimentos como café em pó, aveia, leite de soja, e alimentos cuja origem é principalmente importada, ou seja, alimentos que são cultivados fora do país, exemplo da pera, que tem mais de 90% de sua origem importada, foram inseridos no programa.

Os resultados do monitoramento e da avaliação do risco de alimentos que fazem parte da dieta básica no país mostraram que os alimentos de origem vegetal consumidos são seguros quanto aos potenciais riscos de intoxicação aguda e crônica. As ocorrências de risco agudo encontradas foram regulares e de origem conhecida. Diante a esses casos, a Anvisa vem adotando providências e recomendações visando à redução dos riscos identificados.

Risco agudo e risco crônico

O risco agudo é o risco de danos à saúde, quando consumimos uma grande porção do alimento contendo resíduo de um determinado agrotóxico em curto espaço de tempo. E o risco crônico avalia a possibilidade de danos à saúde devido ao consumo por toda vida de diversos alimentos com resíduos de um determinado agrotóxico.

Segundo a Anvisa, o risco agudo foi identificado em 0,55% e 0,17% das amostras analisadas nos anos de 2018/2019 e 2022, respectivamente. O dado traz indícios de uma redução do risco agudo em relação aos anos de 2017/2018.  Em relação ao risco crônico, nenhum dos agrotóxicos pesquisados apresentou exposição pelo consumo de alimentos maior que a ingestão diária aceitável (IDA). A IDA é o parâmetro de referência que representa o nível de segurança do consumo diário de um alimento contendo resíduos de agrotóxico sem danos à saúde.

O risco crônico é estimado considerando os dados de consumo de alimentos no país, a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (POF/IBGE). Os dados dessa pesquisa abrangem a população acima de 10 anos de idade. O risco crônico considera o consumo diário de todos esses alimentos e de suas preparações por toda a vida.

No caso do risco crônico, a Anvisa faz o cálculo utilizando metodologia científica recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), considerando o histórico de dados do programa de monitoramento e o limite máximo de resíduos permitido, no caso dos alimentos não monitorados no período. Assim, a avaliação foi realizada considerando os resultados da pesquisa de 342 agrotóxicos em 21.735 amostras de 36 alimentos, coletadas no período de 2013 a 2022.

Reinício do programa

Os dados divulgados foram referentes aos ciclos de análises de 2018/2019 e 2022. As coletas de 2020 e 2021 foram suspensas por conta da pandemia da Covid-19. Devido a emergência de saúde pública, as Vigilâncias Sanitárias locais focaram em ações de enfrentamento da pandemia.

O programa foi retornado em 2022, porém exigiu um planejamento minucioso de ações, como mobilização e treinamento de novos agentes das Vigilâncias locais. Em razão disso, o planejamento do ciclo de 2022 incluiu um número reduzido de amostras em relação aos ciclos anteriores.

Fonte: Anvisa

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