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Caravana do Cedeba amplia informações sobre Monitoração Glicêmica

16/05/2024 16:32

Enquanto aguardava o atendimento com a psicóloga, Ana Rita de Oliveira Dias, 59 anos, do município de Dias D’ávila – a 56 km de Salvador – e acompanhada no Cedeba há 13 anos, ouviu com atenção as informações sobre Monitoração Glicêmica passadas pelas enfermeiras Edvone Trindade Santos e Louise Lorane Carvalho dos Santos na Caravana realizada na manhã desta quinta-feira (16), no corredor do Cedeba. Ana Rita admite que já recebeu muitas informações individualmente sobre monitoração glicêmica, “mas reforçar é sempre muito interessante”.

Além de diabetes, Ana Rita também convive com a obesidade, admitindo que ainda não conseguiu fazer a cirurgia bariátrica em razão do descontrole da glicemia. ”Atualmente, estou tentando me controlar, fazendo sete medições por dia, porque é grande a motivação para fazer a cirurgia é reduzir o peso”, diz. Com 1,62m e 121kg, já não pode trabalhar, situação que muito a incomoda.

Erros mais comuns

Segundo a líder de educação do Cedeba, enfermeira Anna Claudia Perrotta, “a monitorização glicêmica é a principal forma de acompanhar o tratamento do diabetes por permitir entender o funcionamento do organismo em relação a certos alimentos, a prática de atividades físicas e a administração das medicações. O teste glicêmico domiciliar proporciona otimização do tratamento e além disso o paciente é o agente ativo no processo do seu tratamento”.

Hoje, as enfermeiras que conduziram a Caravana da Monitoração Glicêmica – a atividade é uma realização da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar) do Cedeba, em parceria com a Coordenação Multidisciplinar (Comult) e Coordenação de Enfermagem (Coenf) – constataram que usuários de insulina ainda tinham muitas dúvidas sobre os passos que devem ser observados na monitorização. Alguns revelaram não fazer a higienização das mãos para fazer a medição da glicemia e, também, sobre os horários. Para estimular o cuidado com a higiene das mãos, foram distribuídos kits com álcool e algodão.

A Caravana despertou, também, a atenção de acompanhantes de usuários do Cedeba e de pessoas que cuidam de outras doenças endócrinas no Cedeba. Ivonilda Pereira dos Santos, de 42 anos, enquanto aguardava atendimento médico (onde é acompanhada por causa do problemas na tireoide) assistia com atenção às explicações sobre Monitorização Glicêmica. Disse ter gostado muito, porque “aprender sobre saúde é muito importante”.

Na monitorização, é importante estabelecer metas junto com a equipe que assiste o paciente. Importante também é saber verificar a glicemia corretamente, combinar horários com a equipe para monitorar glicemia, saber agir no caso de hipoglicemia e em especial no caso de desmaio, e conhecer o monitor e como conservá-lo, assim como as etapas do procedimento da Monitorização que já fazem parte das orientações do enfermeiro em sua consulta à enfermagem.

Geralmente, a monitoração glicêmica é feita de acordo com as recomendações da equipe e da necessidade de cada pessoa com diabetes e usuário de insulina, segundo explicou Anna Perrotta. O usuário recebe formulário próprio para fazer as anotações da glicemia, devendo comparecer à unidade com o glicosímetro para acompanhar os valores das glicemias.

De acordo com a líder em educação do Cedeba, alguns usuários controlam a alimentação quando vão fazer a monitoração glicêmica, para garantir bons resultados, mas o correto – defendeu – é manter o controle sempre. Por isso – completou – a importância do exame de hemoglobina glicada, que dá a média de glicemia dos últimos três meses. Se a pessoa com diabetes não levar a sério o plano alimentar e o uso dos medicamentos, o exame irá revelar.

A pessoa com diabetes é orientada nos grupos educativos a se conhecer, a conhecer a doença e as comorbidades. E mais: aprendem a resolver problemas, a conhecer os sete comportamentos para o autocuidado e, como pontuou Anna Perrota, “as mudanças de hábitos necessários para o controle glicêmico e de monitorização glicêmica domiciliar, que fazem parte do tratamento do diabetes”.

Ascom do Cedeba

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