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Caravana educativa do Cedeba reforça informações para crianças e adolescentes com diabetes

24/05/2024 12:56

Crianças e adolescentes com diabetes mellitus tipo 1 (DM1) e seus acompanhantes (pais em sua maioria) terão reforço de informações sobre cuidados na Caravana do Setor Infanto Juvenil (SIJU) no próximo dia 3 de junho, das 8 às 11h30, no corredor do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba). Segundo Luzânia Oliveira Conceição Gomes, enfermeira do SIJU, “a caravana educativa é muito importante porque as informações em grupo asseguram maior aprendizagem por força da interação”!

A Enfermagem faz um trabalho muito importante na equipe multidisciplinar, começando pela triagem na chegada das crianças e adolescentes para as consultas. Peso, altura, pressão arterial e glicemia são avaliados. Mas os pequenos também têm consultas com os enfermeiros que ensinam como prevenir e tratar hiper e hipoglicemia, a aplicar corretamente a insulina, observando o rodízio. ”Quando o rodizio das áreas de aplicação não é feita corretamente, acontece a lipodistrofia (acúmulo de gordura no local de aplicação)” explica Luzânia Gomes.

Maioria no SIJU

Embora o SIJU do Cedeba faça o atendimento de crianças com obesidade, distúrbios de tireoide, puberdade precoce e atraso no crescimento, os casos de diabetes são maioria, representando em torno de 70%, seguido pela obesidade. Embora crianças e adolescentes recebam informações da equipe multiprofissional voltados para o autocuidado, a caravana educativa, uma realização da Coordenação de Educação em Diabetes (CODAR), em parceria com a Coordenação multiprofissional (COMULT), porque ao focar em um tema amplia o conhecimento, como explica a coordenadora da Codar, Graça Velanes. O conteúdo –explica- é definido pelo Grupo de Educação em Educação em Diabetes, seguindo o Projeto “Educa Diabetes”.

Na caravana do próximo dia 3,”Como Resistir a vários eventos açucarados” crianças e adolescentes aprenderão o comportamento adequado em festas, como aniversários, por exemplo.Os cuidados antes de sair de casa ( medir a glicemia) levar o kit que avalia glicemia e a insulina. É muito importante- destaca a enfermeira do Cedeba – a participação da pessoa com diabetes em festas( sejam crianças ou adultos), mas é importante não exagerar.Na Caravana, os pequenos terão um joguinho lúdico sobre hiperglicemia e hipoglicemia.

Não é proibido

Segundo a nutricionista do SIJU, Luciane Pontes, “a caravana para crianças e adolescentes com diabetes é mais uma ação do processo de educação que fortalece o atendimento individual, porque a interação entre os participantes oportuniza a troca de experiências, de descoberta de receitas saudáveis, por exemplo”.

E o ato de comer- explica –nos envolve. E o doce está sempre presente. A sobremesa, o bolo depois dos parabéns nos aniversários. No caso das pessoas com diabetes, quanto mais informação, mais liberdade para fazer escolhas. Portanto – observou- nada é proibido, se houver equilíbrio,

Luciane Pontes cita a música “Não é Proibido”, sucesso de Marisa Monte: “jujuba, bananada/pipoca/ cocada/queijadinha/sorvete/chiclete, sundae de chocolate, oh!…..”Venha pra cá, venha comigo/a hora é pra já, não é proibido? vou te contar, tá divertido/pode chegar. Portanto –explica – as crianças e adolescentes com diabetes que seguem seu plano alimentar com cuidado, sabem como agir nas festinhas.

Segundo a nutricionista,” familiares de pessoas com diabetes precisam ter muito cuidado com informações divulgadas pela internet. Tivemos relatos de mães que ao tomarem conhecimento sobre os riscos dos adoçantes artificiais passaram a dar mel e açúcar às crianças e adolescentes com diabetes. Também é muito importante – pontuou – não acreditar nas informações sobre chás ”milagrosos” para o diabetes, alguns com substâncias hepatotóxicas que representam risco para o fígado.

Na adolescência

As crianças que têm o diagnóstico de DM1 quando bem pequenas, crescem sem exposição a açúcares (balas, pirulitos) e o controle se torna mais fácil, como analisa a nutricionista do SIJU. Quanto mais tarde o diagnóstico, mais difícil, porque há a necessidade de desconstrução de hábitos alimentares. Mas em geral na adolescência, a pessoa com diabetes resiste mais ao tratamento porque é uma fase difícil para os adolescentes em geral, pelas mudanças hormonais que interferem no comportamento.

 

 

Ascom do Cedeba

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