No próximo dia 23, das 8h30 às 11h, o Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) realiza caravana educativa sobre Descarte de Materiais Perfurocortantes/diabetes. Os usuários do Centro de Referência terão reforço de informações sobre prevenção de acidentes em domicílio, vacinação contra hepatite e proteção do meio ambiente. A caranava resulta da parceria da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar) e com a Coordenação Multiprofissional (Comult) do Cedeba, e se insere nas atividades do Julho Amarelo, mês definido pelo Ministério da Saúde para fortalecer as ações de prevenção e tratamento das hepatites virais.
A enfermeira da Codar, Nathalie Sales dos Santos, que conduzirá a caravana – que acontecerá no corredor principal do Cedeba – destaca a importância do correto descarte de materiais perfurocortantes no ambiente domiciliar, já que a coleta especial desses materiais só existe para os hospitais. As pessoas com diabetes são orientadas sobre esses cuidados, mas a população em geral, mesmo produzindo resíduos de perfurocortantes (mesmo em menor quantidade) nem sempre adota os cuidados.
Vacinação
Tanto o teste rápido e como a vacinação para hepatites virais, muito importantes para a população em geral, são ainda mais necessários para pessoas com diabetes, porque “é como uma via de mão-dupla: a hepatite dificulta o controle do diabetes e este, por sua vez, torna mais grave a manifestação da hepatite”, segundo a diretora do Cedeba, Reine Chaves. De acordo com ela, pessoas com diabetes acompanhadas no Cedeba são orientadas sobre a necessidade da vacinação – hepatites A e B – e sobre o tratamento (disponível no SUS). Para a hepatite C, não há vacina. Esse trabalho se insere, segundo explicou, na educação em diabetes, começando nas consultas de enfermagem, porque, de acordo com Reine, “é muito importante para o tratamento do diabetes”.
Além do trabalho centrado no autocuidado, o Cedeba, por meio da Codar, também oferece treinamento para profissionais da Atenção Primária de Saúde (APS) – de toda a Bahia – destacou a diretora.
A Caravana do próximo dia 23 traz reforço de informações que se inserem no Julho Amarelo, mas o Cedeba orienta pessoas com diabetes sobre a necessidade de prevenção e tratamento de hepatites virais durante todo o ano. A vacina contra hepatite B é oferecida durante todo o ano para pessoas com diabetes atendidas no Cedeba e, também, para colaboradores. O encaminhamento para a vacinação é feito já nas consultas com a Enfermagem.
Mas o trabalho da Enfermagem vai além: são dadas orientações sobre o uso seguro (sem compartilhamento) de agulhas e seringas aos usuários de insulina e, também, sobre o descarte de materiais perfurocortantes. Atualmente, a orientação é no sentido de condicionar os perfurocortantes em vasilhames de plástico mais resistente – antes eram em garrafa tipo PET – e entregues na unidade de saúde, como explica a enfermeira Nathalie Sales dos Santos.
Além dos usuários, o Cedeba também orienta seus colaboradores sobre os cuidados na prevenção das hepatites virais. O Siast/Cedeba acompanha o esquema de vacinação, orientando sobre a importância da imunização. Essa ação é muito importante – destaca a diretora do Cedeba – que lembra que, no universo de colaboradores do Cedeba, há profissionais que lidam com materiais perfurocortantes, como o pessoal da Enfermagem e Odontologia.
Entendendo as hepatites virais
– As hepatites virais são infecções causadas por vírus que atacam o fígado, podendo levar a complicações como cirrose e câncer, e à morte;
– São conhecidos cinco vírus: A, B, C, D e E, mas, no Brasil, os mais frequentes são o A, B e C;
– As hepatites B e C são a primeira causa de transplante de fígado no Brasil;
– São doenças silenciosas (nem sempre apresentam sintomas), mas, quando aparecem, trazem cansaço, febre, mal-estar, tontura, dor abdominal, peles e unhas amareladas, urina escura e fezes claras;
– Na hepatite A, a principal via de contágio é fecal-oral, por meio de água e alimentos contaminados. A hepatite A pode ser evitada por meio da vacina;
– Hepatite B: a principal via de transmissão é sexual (relação sexual desprotegida), mas pode ocorrer também por transfusão evitada por agulhas e seringas, material de manicure, piercings, tatuagem, escova de dentes, lâmina de barbear e demais objetos que cortam ou furam, e também de mãe para filho na gestação ou parto;
– Não existe vacina para hepatite C, mas o tratamento, que cura a doença, está disponível no SUS. O teste para hepatites B e C é gratuito e está disponível na rede SUS.
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