A Maternidade Maria da Conceição de Jesus (MMCJ), unidade da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), contabilizou um total de 580 internamentos no último mês de agosto e, destes, 265 foram partos, sendo 177 naturais e 88 cesáreas. A unidade avança no cumprimento das diretrizes estabelecidas pela Rede Cegonha, uma rede integrada de atenção à gravidez, parto, puerpério e crianças até 2 anos, e tem se constituído num ensaio de novo modelo de programação de serviços no Sistema Único de Saúde (SUS). Ainda no mês de agosto, foram registrados 32 partos no Centro de Parto Natural – CPN.
Mirela Matos Menzes, que, na última terça-feira (24), realizou o parto na unidade, elogiou o ótimo atendimento da maternidade. “Os funcionários são muito educados. Minha mãe pariu aqui há quatro meses e super amou. Ela recomendou que eu viesse aqui também e não me arrependo de ter tido minha filha nesta maternidade. Eles examinam toda hora, vêm ver se a mãe e o bebê estão bem, confortável, e se temos alguma preocupação. As refeições aqui são saudáveis, saem na hora certa, os medicamentos também, os nutricionistas ajudam bastante em relação ao bebê. Não tenho do que reclamar e indicaria muito essa maternidade para todas as mamães”, contou.
Humanização
Com o foco maior na redução da morbimortalidade materna e infantil, a direção da maternidade vem construindo, por meio de um conjunto de critérios e procedimentos técnicos, relações humanas e redes internas e externas para mobilizar os atores que atuam direta ou indiretamente nos cuidados à mulher e à criança. “Nesse processo de trabalho em saúde materno-infantil, primamos por valorizar e potencializar com oportunidades de qualificação, bem como atualização de protocolos”, explica o diretor da unidade, Amado Nizarala.
Ainda de acordo com Nizarala, o projeto de humanização na Maternidade visa aumentar a cobertura e a melhoria da qualidade do atendimento e tem a orientação adequada em rede às gestantes, como uma das estratégias prioritárias para a obtenção da eficácia da assistência e, como consequência, a parceria com a rede básica e com o Distrito Sanitário vem se consolidando.
A humanização, a cidadania e direitos humanos se estendem do acolhimento à assistência clínica, com oferta de alívio não medicamentoso da dor, oferta de analgesias e protocolos implantados em ação colaborativa com o Hospital Israelita Albert Einstein (Projeto TMI – Todas as Mães Importam), de São Paulo, para enfrentamento da morbimortalidade materna. “No momento, temos vários focos, com destaque para aspectos raça-cor, racismo institucional e religioso e LGBTQI+fobia”, enfatiza Nazarala.
A diretoria da maternidade também estimula ações complementares, a exemplo da oferta de DIU’s no pós parto/pós-aborto, um novo Serviço de Saúde Sexual e Reprodutiva, assistência a mulheres vítimas de violência e assistência ao abortamento legal. “Além disso, os serviços apoio social e psicológico, aconselhamento e educação às clientes, a suas famílias e às comunidades onde vivem. O olhar da unidade gerencial (de perfil mais abrangente), portanto, passa a ser a pronta resolução das necessidades de cada paciente, seja qual for a sua natureza”, afirma Nizarala.
Diellen Souza do Amaral, que também teve seu filho na última terça-feira na maternidade, disse que “a Maternidade Maria da Conceição de Jesus está de parabéns pelo atendimento. A hospedagem é ótima e a alimentação também. Não tenho do que reclamar”.
Sesab\Ascom
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