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Muita emoção no evento ‘Doces Talentos’, do Cedeba

27/11/2024 13:45

O Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) promoveu na manhã desta quarta-feira, 27, o emocionante evento “Doces Talentos”, reunindo crianças e adolescentes com Diabetes Mellitus tipo1, acompanhadas no Setor Infanto Juvenil (Siju). Os participantes, além de mostrarem suas habilidades no esporte, música e canto, trouxeram mensagens recheadas de fé e esperança no futuro, confirmando que o diabetes tipo 1 não é obstáculo para ter uma vida plena e saudável, desde que sejam adotados cuidados com os medicamentos, alimentação e atividades físicas.

Lara Menezes, de 12 anos (embora aparente bem menos), trazia no peito as medalhas conquistadas no jiu-jitsu. Moradora do Bairro da Paz, ela também faz balé, canto (no Neojibá) e está aprendendo a tocar clarinete. Ela já se considera empreendedora, também produzindo e comercializando bijuterias. Seu lindo depoimento veio com um recado importante: “Não deixe que a doença lhe atrapalhe de fazer o que você mais gosta”. Ela encerrou cantando, com sua voz muito doce, a canção ‘Ninguém Explica Deus’: “Sei que há um Deus a me guardar/e eu tão pequeno e frágil/querendo sua atenção/no silêncio encontro resposta certa então”, complementada pelo coro: “Ninguém explica/Ninguém Explica Deus/Ninguém explica”.

MAIS QUE NÚMEROS

Essa primeira edição do “Doces Talentos” foi uma iniciativa da enfermeira Luzânia Gomes, do Siju, com o propósito de mostrar, durante o Novembro Azul / Diabetes, que crianças e adolescentes com diabetes podem levar uma vida normal, que possibilita o desabrochar de talentos em várias áreas, como esporte, música, teatro, dança, canto e saúde.

Os depoimentos de pacientes confirmam. Wesley Barbosa teve o diagnóstico de diabetes tipo 1 entre os 16 e 17 anos. Inicialmente, pensou que a doença anularia seus sonhos, mas depois refez esse conceito. Fez curso-técnico de auxiliar de enfermagem, avançando depois para um curso superior. Trabalhou no Cedeba e atualmente está no Hospital Metropolitano de Salvador.

Da cidade de Lapão (a 486 km de Salvador), Melissa Araujo, de 12 anos e com diabetes desde o 9, encantou-se com a flauta doce. Ela integra uma filarmônica, onde toca também flauta transversal. Na sua mensagem de otimismo, destaca: “Para nós que temos diabetes, a vida tem seus altos e baixos, mas com a ajuda de nossa família e dos médicos, conseguimos enfrentar tudo. Pode demorar, mas vai dar certo, acredite”.

Alisson Brandão, de 21 anos, teve diagnóstico de diabetes aos 17. Atualmente, é acompanhado pela equipe do Cedeba. Atleta de jiu-jitsu, diz que o “diabetes não é empecilho para mim. Ao contrário, a doença me inspira a continuar, treinando e mantendo minha vida saudável. Mudei totalmente minha alimentação e isso ajudou até no meu desempenho no esporte”.

Integrante do time de base de basquete do Esporte Clube Vitória, Nathan Kaio, alto e muito forte, esbanja otimismo. “Se você quer algo, se cuide! Corra atrás! Você pode tudo! Não desista dos seus sonhos! Como minha mãe sempre me diz: ‘você pode tudo, mas não exagere. Controle-se’”.

Os participantes também contaram com um depoimento importante e de exemplo positivo: a coordenadora de Educação em Diabtes e Apoio à Rede (Codar) do Cedeba, Graça Velanes. Ela contou que convive com diabetes tipo 1 há 30 anos e que leva uma vida saudável. Ela faloun sobre a importância do autocuidado, e de serem observadas as orientações da equipe multidisciplinar que orienta os usuários do Cedeba com diabetes.

 

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