Notícias /

“Sinto que tudo isso me move”, afirma primeira voluntária do Hospital Materno-Infantil no Programa Bahia.Estado Voluntário

27/11/2024 13:27

Milene Alves Calazans cursa Direito em uma faculdade privada de Ilhéus, mas já projeta para o ano que vem iniciar uma nova graduação em Pedagogia. Apaixonada por criança, logo que soube que o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio passou a integrar a plataforma do “Programa Bahia.Estado Voluntário”, ela se inscreveu na iniciativa e será uma das pessoas disponíveis para participar do projeto “Doutores da Alegria” que, em 2025, contará com a presença de grupos de palhaços e bailarinas para animar as crianças internadas na pediatria do HMIJS.

Nesta terça-feira (26), ela conheceu o detalhadamente todos os setores do hospital. Mas foi há três meses, na unidade, que ela acompanhou a irmã em uma gestação de alto risco e sentiu vontade de ajudar. “Acompanhei de perto e fiquei maravilhada com o atendimento”, afirmou, sobre o nascimento do sobrinho no Materno-Infantil. “Não gosto de fazer nada superficial e limitado. Gosto da área de saúde, mas não me vejo como enfermeira ou médica. Aqui vou atuar de uma outra forma, integrada a um projeto de voluntariado, fazendo o que realmente gosto”, projeta Milene, mineira de Contagem e que mora em Ilhéus desde o ano passado.

Marcante

“a infância marca a vida de um adulto e quando esta criança é amada e tem os seus direitos respeitados, irá crescer e ser uma pessoa muito mais saudável”, avalia a primeira integrante do “Programa Bahia.Estado Voluntário” no HMIJS. “Sinto que tudo isso também me move. Os problemas estão aí. Qual minha queixa? Tenho como resposta que, dentro da minha realidade, é pequena, muito pequena e eu posso ajudar muito mais”, acrescentou Milene, que havia conhecido a plataforma através de uma irmã, que também fez um trabalho voluntário em um outro ambiente de serviços do estado.

Projetos disponibilizados

Com o objetivo de alavancar a cultura do voluntariado no município e promover ações de humanização e acolhimento na unidade, em parceria com o Programa Bahia.Estado Voluntário, os projetos sociais criados pelo Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, estão disponíveis na plataforma eletrônica do programa. Alguns com perfil de “doação” e outros, de “ação”. O site pode ser acessado pelo endereço https://www.estadovoluntario.ba.gov.br/.

No campo “doação”, o voluntário pode ofertar linhas de crochê para a produção de Polvos Terapêuticos ou promover a doação de enxoval para bebês de famílias carentes, através do projeto Acolher. O Polvo Terapêutico, uma iniciativa do grupo de fisioterapia e da terapia ocupacional, é confeccionado por familiares dos recém-nascidos internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. A técnica, segundo especialistas, ajuda os bebês prematuros a melhorarem a frequência cardíaca e o índice de saturação de oxigênio. Já a doação de enxoval é uma proposta do Serviço Social da instituição.

Os projetos de “ação” disponibilizados na unidade são o “Cante para Vidas”, com o voluntariado em apresentação musical nos leitos e corredores do hospital, e “Doutores da Alegria”, com a presença de grupos de palhaços e bailarinas para animar as crianças internadas na pediatria do HMIJS.

“Os voluntários são a extensão do nosso cuidado, trazendo uma nova dimensão de humanização ao atendimento hospitalar,” destaca a diretora-geral do Materno-Infantil, enfermeira Domilene Borges.

Rede social com interesse e oportunidades

A plataforma funciona como uma rede social conectando perfis de interesse com oportunidades de serviços voluntários. Basta um clique, um minuto e uma boa ação para transformar o dia de alguém. Lançado em 2019, o programa alcançou a marca de mais de 23 mil voluntários cadastrados, além de projetos de entidades públicas e privadas.

Unidade da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) gerida pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio já realizou mais de 9 mil partos, mais de 18 mil internações, 37 mil atendimentos pediátricos de emergência e quase 800 mil exames clínicos, laboratoriais e de imagem. É o único hospital da Bahia habilitado pelo Ministério da Saúde a prestar atendimento especializado aos Povos Originários. O hospital é porta aberta para obstetrícia e regulado para pediatria.

Notícias relacionadas