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Família e escola devem trabalhar unidas na busca da alimentação saudável

13/02/2025 10:46

A volta às aulas é uma oportunidade especial para refletir sobre a merenda escolar como importante aliada de hábitos saudáveis de alimentação, que ajudam na prevenção de doenças crônicas na infância e adolescência, principalmente a obesidade. A análise é da fundadora e diretora do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (CEDEBA), endocrinologista Reine Chaves.

O governo brasileiro tem trabalhado com o propósito de oferecer alimentação mais saudável aos estudantes, priorizando alimentos mais nutritivos, produção local e maior diversidade de cultura alimentar. A nova resolução do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, autarquia vinculada ao Ministério da Educação, está reduzindo de 20 para 15% o limite de alimentos ultraprocessados na merenda escolar, percentual que deverá ser ainda menor no próximo ano: 10%.

Pais e Escolas

Mas o problema da merenda escolar saudável tem que ser preocupação de escolas públicas e privadas, como destaca a nutricionista do Setor Infanto Juvenil (SIJU) do Cedeba, Isis Gonzalez. Tem havido alguns pequenos avanços – pontua – mas a comercialização de alimentos ultraprocessados nas escolas – refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos, embutidos, sucos de caixinha, dentre outros – continua sendo um risco à saúde de crianças e adolescentes.

Segundo a orientação da nutricionista do Cedeba, para quem não estuda em escola pública, levar o lanche de casa é o melhor caminho para garantir alimentação saudável. Comprar o lanche na escola – geralmente há filas – reduz o tempo para as brincadeiras no recreio e o controle da família fica mais difícil, porque no caso da criança, ela ainda não tem maturidade para fazer escolhas.

Mas levar o lanche de casa exige cuidados, começando pela lancheira, que deve ser térmica para evitar bruscas variações de temperatura. O lanche ideal deve conter um suco (preparado com a fruta), uma proteína e um carboidrato (em pequenas quantidades). Um pouco de pipoca preparada em casa, algumas oleaginosas, (castanhas, amendoim), um iogurte.

No caso de crianças com diabetes, a interação família/escola é ainda mais importante. Não deixar a criança correr e pular sem fazer o lanche, diante do risco de hipoglicemia (quando o nível de glicose no sangue é inferior a 70), explica a nutricionista.

Segundo Reine Chaves e Ísis Gonzalez, orientação alimentar devia fazer parte do currículo escolar. Seria caminho importante para reduzir a obesidade, hipertensão e diabetes mellitus tipo II. “Essas doenças crônicas estão presentes cada vez mais em adultos jovens, em razão de mudanças do estilo de vida: o sedentarismo e alimentação com alto índice de alimentos ultraprocessados, que apresentam elevado teor de açúcar, sódio e substâncias químicas (para dar cor, sabor, consistência) prejudiciais à saúde”, ressalta a endocrinologista Reine Chaves.

Quando a família mantém bons hábitos alimentares – analisa Ísis Gonzalez – educando a criança desde cedo, conscientizando – a sobre a importância da alimentação saudável para a saúde é bem mais fácil, observa a nutricionista do Cedeba. Mas – destacou – é preciso que a escola e a família atuem em sintonia.

Ascom do Cedeba

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