Notícias /

Sesab participa de força-tarefa interinstitucional que monitora áreas de risco devido às chuvas intensas no baixo sul da Bahia

27/05/2025 11:59

Em resposta às intensas chuvas que atingem a região de Morro de São Paulo e aos riscos iminentes de desastres hidrológicos, como inundações, enxurradas e alagamentos, representantes das esferas federal, estadual e municipal estão no município de Cairu numa força-tarefa para elaborar um plano de fortalecimento de resposta emergencial, desde o último sábado (24).

A iniciativa reúne representantes do Ministério da Saúde, por meio do Vigidesastres nacional, Sesab, através da Suvisa (CIEVS / Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde), secretaria municipal de Saúde de Cairu e Defesa Civil municipal.

A equipe saiu de Salvador ainda na madrugada de sábado e realizou uma reunião técnica estratégica em Cairu, mobilizando autoridades e equipes de saúde, defesa civil e promoção social, com foco especial nas áreas vulneráveis das ilhas Gamboa e Morro de São Paulo.

“Este é um momento crítico para a região. A presença de todos aqui demonstra o comprometimento dos governos federal e estadual com uma resposta rápida. Precisamos iniciar uma estratégia imediata diante do risco iminente, causado pelas chuvas intensas que vêm atingindo nossa região”, afirmou a secretária de Governo de Cairu, Cida Souza.

O plano de contingência foca no fortalecimento das rotas de evacuação e acesso para ambulâncias e equipes de resgate, levantamento de áreas com risco de deslizamento, capacitação emergencial de agentes comunitários para primeiros socorros, ativação de unidades sentinela para notificação imediata de doenças como leptospirose e diarreias agudas, além do apoio psicológico e social às famílias afetadas, com mobilização de equipes multiprofissionais.

Durante o encontro, Thiago Basílio, do Vigidesastres/MS, apresentou o Guia para Elaboração de Planos de Contingência, um documento que orienta a detecção precoce, avaliação de risco, e medidas coordenadas de saúde pública em emergências.

A coordenadora do Vigidesastres/ CIEVS Bahia, Fabíola Araujo também chamou atenção para os impactos dos desastres que “incidem diretamente na saúde da população, com efeitos que vão além do momento da crise. É essencial ter ações preventivas para vigilância e monitoramento da população mais vulnerabilizada de forma a mitigar doenças e agravos, pós-eventos hidrológicos”.

Trabalho de campo e presença técnica

O trabalho de campo dos técnicos prossegue nesta segunda-feira, 26, com equipes multiprofissionais atuando diretamente nas localidades de Gamboa e Morro de São Paulo.

No mês de abril de 2025, a Bahia registrou os maiores volumes de chuva na região Leste do estado, com destaque para o Baixo-Sul, onde os acumulados ultrapassaram 300 mm. De acordo com o Inema (Instituto do Meio ambiente e Recursos Hídricos), o trimestre de abril a junho é caracterizado por chuvas frequentes nesta área, muitas vezes gerando acumulados significativos em pequenos intervalos de tempo. A situação é agravada por fatores como desmatamento, ocupações irregulares e os efeitos das mudanças climáticas.

Fonte: Suvisa

Notícias relacionadas