Os vinte e oito profissionais que foram aprovados numa seleção do Ministério da Saúde para realizar especialização em Vigilância da Saúde na Sesab-Secretaria da Saúde do estado da Bahia encerraram no último dia 22 de maio o primeiro ciclo de formação do curso e iniciaram a segunda etapa no dia 26 do mês passado. A residência é realizada numa parceria entre a ESPBA (Escola de Saúde Pública da Bahia) e Suvisa (Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde) e é um dos primeiros do Brasil de residência multiprofissional nessa área.
São psicólogos, biomédicos, veterinários, nutricionistas, odontólogos, fisioterapeuta, entre outros, vindos de diversos estados como Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais e Sergipe, que devem se debruçar, durante dois anos, sobre os diversos campos de prática oferecidos: Suvisa, Vigilância Epidemiológica, Serviço de Verificação de Óbito, Lacen, Vigilância Sanitária, Vigilância, Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde e Saúde do Trabalhador. Vale ressaltar que a Vigilância e Proteção da Saúde da Bahia é tida como um modelo bem sucedido em todo o Brasil.
E foi exatamente essa referência que trouxe de São Paulo a sanitarista Isadora Pato, 26 anos. “Surgiu essa oportunidade, através da seleção do MS, e eu vi que seria uma ótima chance de aliar o conhecimento prático que adquiri em 3 anos de trabalho na Vigilância Sanitária do município de São Paulo com a expertise teórica da Vigilância da Bahia. Sem falar que agora consigo aliar as duas experiências numa realidade diferente, onde os conceitos do SUS são aplicados desde a sua base”, explica Isadora.
Já o sanitarista Wemerson Gonçalo, 24 anos, veio de Pernambuco com um objetivo: se especializar na vigilância voltada à saúde do trabalhador. “Essa é pra mim uma experiência transformadora porque a vigilância da Bahia é potente e orientadora de um modelo de atenção em que acredito e no qual quero trabalhar”.
Os residentes vão passar 2 meses em cada um dos 8 campos de prática, num esquema de rodízio, e ao fim, poderão escolher ficar 6 meses num única área na qual deverá desenvolver um projeto de Intervenção que se constitui no Trabalho de Conclusão de Curso, a ser finalizado em março de 2027. Os preceptores e coordenadores da residência são os próprios servidores da Suvisa, que estão no dia a dia da prevenção e vigilância, condição vista como mais que positiva pelos residentes que acham que assim podem ampliar a sua visão sobre o papel da vigilância como um todo.
“Esse é o nosso diferencial, porque proporciona uma base teórica com foco no SUS aliada a uma prática real. Os projetos de intervenção que os residentes irão desenvolver são os produtos do TCC que serão aplicados em nossas unidades”, enfatiza Mariana Menezes, coordenadora do NUGETS-Núcleo de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde/Suvisa.
O curso oferece aulas teóricas com professores renomados da área como Guilherme Werneck, diretor do Departamento de Ações Estratégicas de Epidemiologia e Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde e professor titular das universidades Estadual e Federal do Rio de Janeiro.
Outro detalhe destacado pelos alunos é a possibilidade de contribuir para a regulamentação do novo Código de Vigilância em Saúde da Bahia, sancionado pelo governador Jerônimo Rodrigues em fevereiro desse ano. Entre outras coisas, o novo código regulamenta a vigilância do óbito.
O biólogo Ailton Carneiro, 29 anos, baiano de Riachão do Jacuípe, teve contato com a vigilância sanitária da Bahia quando trabalhou em laboratório de análises químicas, atividade que desenvolveu até surgir a oportunidade da residência multiprofissional. Segundo o biólogo, essa era a chance que ele esperava para seguir novos rumos.
Ascom da Suvisa
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