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Creasi ressalta importância e cuidados sobre o uso de chás e fitoterápicos

09/06/2025 11:58

As plantas medicinais fazem parte da história da humanidade, sendo utilizadas para prevenir e tratar enfermidades de diversas naturezas. Reconhecendo a importância cultural e terapêutica dessas práticas, o Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso (Creasi) promoveu Sessão Científica com a farmacêutica e professora Alessandra Guedes, abordando os cuidados necessários no uso de chás e medicamentos à base de plantas, especialmente entre o público idoso.

Recorrer aos chás como forma de cuidado com a saúde costuma ser um hábito comum, como exemplo há o chá de boldo para problemas estomacais, camomila para dormir melhor, guaco para aliviar a tosse, entre outros. Entretanto, o uso inadequado dessas ervas pode acarretar alguns problemas de saúde.

Durante a palestra, Alessandra explicou que embora as ervas sejam vistas como alternativas naturais, o uso incorreto pode gerar o efeito contrário, como danos ao fígado e ao sistema nervoso. Um exemplo é o chá de hortelã-pimenta, que em doses acima do recomendado pode causar azia, toxicidade hepática e até problemas respiratórios em crianças.

Outro exemplo citado foi o da planta Matricaria Recutita (camomila), muito usada para insônia ou ansiedade leve. Embora eficaz em muitos casos, seu uso excessivo ou combinado com outros medicamentos pode causar reações adversas, como sonolência intensa ou alergias.

Fitoterápicos: o que são e como devem ser usados

Fitoterápicos são medicamentos produzidos a partir de plantas medicinais e regulamentados pela Anvisa. De acordo com a Política Nacional de Plantas Medicinais e fitoterápicos, do Ministério da Saúde, os produtos tradicionais fitoterápicos têm uso reconhecido na cultura popular e podem ser indicados para doenças não graves e sem necessidade de acompanhamento médico constante.

A fitoterapia foi incorporada na rede pública de saúde em 2006 com o objetivo de assegurar à população usuária do SUS o acesso seguro e racional às plantas medicinais e fitoterápicos. A política visa ampliar as opções terapêuticas disponíveis, promover o uso sustentável da biodiversidade brasileira, fortalecer a cadeia produtiva e a indústria nacional, além de resgatar e preservar a cultura popular do uso de plantas medicinais no país.

Apesar dos benefícios como menor incidência de efeitos colaterais e maior acessibilidade, há riscos importantes associados ao uso de fitoterápicos, como confusão na identificação botânica, podendo levar ao uso de plantas erradas. Além do preparo e armazenamento inadequados, que podem comprometer a eficácia ou causar intoxicação.

A professora Alessandra ressaltou que, embora as plantas medicinais possam ser uma ferramenta valiosa no cuidado com a saúde, seu uso deve ser feito com cautela, “As plantas medicinais podem promover o bem-estar e complementar outros tratamentos. No entanto, é fundamental observar precauções, contraindicações e sempre buscar orientação de um profissional de saúde qualificado”, disse.

O Creasi reforça a importância de informar a população sobre o uso consciente de chás e fitoterápicos, especialmente entre os idosos, que tendem a confiar e fazer uso dessas substâncias. Quando utilizadas com responsabilidade e base científica, as plantas medicinais representam um valioso recurso terapêutico, promovendo o cuidado integral e respeitoso à cultura e à saúde.

Ascom do Creasi

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