Notícias /

Tapeçarias produzidas por pacientes são destaque em exposição no Creasi

31/07/2025 10:30

No período de 10 a 30 de julho os corredores do Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso (Creasi) receberam o colorido da exposição “Tapeçarias”. As produções foram elaboradas por pacientes do Núcleo de Atenção Gerontológica (NAG), como atividade do grupo terapêutico Longeviver, formado por oito idosas, acompanhadas pela Terapeuta Ocupacional Iramaia Nunes, e com o apoio da estagiária Viviane Rebouças.

As tapeçarias foram produzidas no formato de bandeirolas no ensejo dos preparativos juninos, com o objetivo de serem utilizadas na decoração da festa de São João do Centro de Referência, o “Arrasta-pé Vila Creasi”. Ocorreram, no período, oficinas temáticas com diversos pacientes da Unidade (NAG e Fisioterapia) que criaram adereços para a folia junina, sempre com foco terapêutico e desenvolvendo peças que faziam sentido para cada indivíduo.

O NAG/CREASI utiliza grupos terapêuticos como modalidade de tratamento, reúne um conjunto de pessoas com necessidades e problemas de saúde semelhantes, com o objetivo de criar um espaço seguro de escuta, partilha e apoio mútuo, onde os participantes trabalham suas questões emocionais e de saúde de forma conjunta. Dessa forma, é garantido um ambiente focado nos objetivos terapêuticos reduzindo o sentimento de isolamento, promovendo alívio e identificação; aumentando a autoestima e o sentimento de pertencimento.

O grupo terapêutico em saúde é uma ferramenta poderosa que vai além do tratamento individual, utilizando a força do coletivo para promover saúde integral, autoconhecimento e melhora na qualidade de vida dos pacientes. As intervenções são adaptadas ao perfil de cada participante e visam o resgate de habilidades e o estímulo cognitivo.

A terapeuta ocupacional conta que a ideia da tapeçaria partiu das próprias pacientes, após uma delas mostrar um tapete que estava confeccionando em sua casa. As atividades do grupo Longeviver se baseiam em práticas terapêuticas significativas, como o artesanato.A abordagem mostra-se especialmente importante frente à alta prevalência da depressão em pessoas idosas, condição que pode impactar diretamente na capacidade funcional, no convívio social e na qualidade de vida.

“As oito mulheres que compõem o grupo apresentam, em sua maioria, alterações relacionadas ao humor e ao funcionamento cognitivo. Todas têm em comum o gosto pelo artesanato e dessa forma são trabalhadas atividades que elas já praticavam ou apresentar novas possibilidades, mas sempre alinhadas ao que faz sentido para cada uma”, explica Iramaia.

Após a exposição, as bandeirolas serão reaproveitadas para confecção de bolsas pelas pacientes. Para muitas, o grupo se tornou um espaço de acolhimento, além do tratamento não medicamentoso, é o caso de Augusta dos Santos Machado, de 83 anos. “É o melhor dia pra mim. O dia que estou aqui com minhas colegas, com as terapeutas, fico alegre de estar aqui”, relatou.

Notícias relacionadas