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Oficina fortalece Vigilância em Saúde com foco na estratificação de risco das arboviroses nos territórios baianos

07/08/2025 15:53

Teve início na segunda-feira (4) e segue até esta sexta (8) a oficina de capacitação sobre a nova Estratificação de Risco de Arboviroses nos territórios municipais, com foco no fortalecimento das estratégias de vigilância e controle. A atividade é conduzida pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), por meio da Coordenação de Doenças Transmitidas por Vetores (COODTV), e visa preparar os profissionais para aplicar as atualizações das Diretrizes Nacionais de Vigilância das Arboviroses, publicadas em 2025 pelo Ministério da Saúde.

Destinada aos núcleos regionais de saúde, a oficina conta com a participação ativa do médico veterinário Rafael Gomes, da equipe técnica de arboviroses da Divep, e tem como principal objetivo qualificar os profissionais para realizar o reconhecimento epidemiológico dos territórios, etapa essencial para decisões mais eficazes no enfrentamento de doenças como dengue, zika e chikungunya.

“As mudanças climáticas e a urbanização intensa tornam a vigilância ainda mais desafiadora. Por isso, o reconhecimento do território é essencial para a tomada de decisões assertivas e contextualizadas à realidade local”, destacou Rafael.

As novas diretrizes fornecem critérios atualizados para estratificação do risco, baseando-se em indicadores epidemiológicos, entomológicos e sociais. Com essas ferramentas, os municípios poderão planejar e executar ações mais específicas e integradas, como mobilizações sociais, controle do vetor Aedes aegypti e resposta rápida diante de aumentos nos casos.

O destaque da semana foi a apresentação feita pelo Núcleo Regional de Saúde do Sudoeste, que compartilhou os avanços e resultados do trabalho iniciado ainda em 2023, com o treinamento em reconhecimento geográfico.

Para Weliton Souza, gestor em Saúde pública da COODTV, a experiência reafirma a importância da vigilância territorial. “É importantíssimo reconhecer nossos territórios. Assim, podemos mapear com agilidade e planejar ações preventivas contra o vetor Aedes aegypti”, afirmou.

A oficina marca um passo estratégico para consolidar a nova política nacional de vigilância das arboviroses, reforçando o compromisso com a qualificação técnica dos profissionais de saúde.

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