Nesta última semana, de 18 a 22 de agosto, a capacitação ocorreu em Guanambi (Sudoeste), mas só este ano já foi realizada também em Vitória da Conquista, Santa Maria da Vitória, Irecê, Salvador, Feira de Santana e Juazeiro, alcançando as Macrorregiões Sudoeste, Oeste, Centro Norte, Leste, Centro Leste e Norte. Até o fim de 2025 estão previstos novos treinamentos para as Macrorregiões Sul, Extremo Sul e Nordeste.
A Vigilância em Saúde Ambiental tem como objetivo identificar, monitorar e intervir nos fatores do ambiente que podem impactar a saúde da população, buscando prevenir agravos e promover qualidade de vida. Nos cursos, a ênfase se dá nos programas Vigiágua e Vigipeq, destacando três eixos fundamentais de atuação:
Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiágua):
A qualidade da água está diretamente relacionada à saúde coletiva. A vigilância sistemática garante que os padrões de potabilidade sejam cumpridos, prevenindo surtos de doenças de transmissão hídrica e reduzindo riscos de agravos associados à ingestão ou ao uso de água contaminada. A atuação do Vigiágua fortalece a segurança hídrica, contribui para o cumprimento das normativas vigentes e assegura à população o direito constitucional ao acesso à água de qualidade.
Vigilância de Populações Expostas a Contaminantes Químicos (Vigipeq):
A presença de contaminantes químicos no ambiente, seja no ar, no solo, na água ou em alimentos, representa um desafio crescente para a saúde pública. A vigilância de populações expostas a tais substâncias permite identificar riscos, monitorar níveis de exposição e subsidiar ações intersetoriais para redução de danos. Essa atuação é estratégica para a prevenção de doenças crônicas e de longo prazo, muitas vezes silenciosas, que comprometem a saúde da população e a sustentabilidade dos territórios.
Vigilância de Populações Expostas a Agrotóxicos:
O uso intensivo de agrotóxicos no Brasil, em especial em regiões com forte atividade agrícola, como a Macrorregião Sudoeste, exige ações vigilantes e articuladas. A exposição da população a esses produtos pode ocorrer de forma direta (no trabalho agrícola) ou indireta (através do consumo de alimentos e da contaminação ambiental). A vigilância busca mapear áreas e grupos vulneráveis, apoiar o diagnóstico precoce de intoxicações e orientar medidas de proteção coletiva e individual, promovendo saúde e reduzindo os impactos adversos associados a essas substâncias.
Segundo Manuela Sampaio, coordenadora da COVIAM ,”todos nós estamos diariamente expostos aos fatores ambientais que influenciam nossa saúde e bem-estar. Esse treinamento busca fortalecer o trabalho das equipes de vigilância em saúde ambiental, ampliando a capacidade de proteger a população diante dos riscos presentes. É um momento de aprendizado e integração que reflete o compromisso coletivo com a vida.”
Ascom da Suvisa




