Entre os dias 25 e 27 de agosto, a Maternidade Regional de Camaçari (MRC), unidade da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) gerida pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), realizou a 2ª Semana de Psicologia, um espaço dedicado à sensibilização e ao aprimoramento das práticas de cuidado em saúde mental materna, com foco especial no luto perinatal. A iniciativa marcou também o Dia da Psicóloga e do Psicólogo, celebrado em 27 de agosto, homenageando a importância desses profissionais no cuidado integral à pessoa que gesta e à família.
A programação foi desenvolvida pelo Serviço de Psicologia com apoio da Diretoria de Integração do Cuidado e reuniu profissionais da MRC e convidados, como terapeutas, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais e fonoaudiólogos, em rodas de conversa e debates sobre desafios, avanços e estratégias de acolhimento.
Para Leila Guedes, diretora de Integração do Cuidado da MRC, a realização da semana representa um passo essencial para fortalecer o cuidado integral e humanizado.“Esse evento foi um espaço fundamental para aprofundarmos as discussões sobre saúde mental materna, especialmente no contexto do luto perinatal, que exige sensibilidade, preparo e acolhimento das equipes. Promover essa reflexão fortalece nossas práticas de cuidado e garante um atendimento mais humanizado tanto no campo perinatal como em tantos outros”, afirmou Leila.
Acolhimento especializado
No primeiro dia, o tema “A Psicologia no campo perinatal: Do invisível ao essencial” destacou a relevância do cuidado psicológico no ciclo gravídico-puerperal. No segundo dia, as discussões giraram em torno dos desafios e potencialidades da psicologia no contexto perinatal e sua interface com a Rede de Assistência Psicossocial (RAPs). Já o encerramento abordou “Luto Perinatal: O silêncio das dores invisíveis”, uma das temáticas mais delicadas para equipes e famílias.
A psicóloga perinatal Nicole Santos, convidada do evento, trouxe uma reflexão sobre a Lei do Luto Parental, sancionada em agosto de 2025, que institui a Política Nacional de Humanização do Luto Materno e Parental, garantindo acolhimento especializado a famílias que enfrentam perdas gestacionais.
“Com essa nova lei, a psicologia se torna uma profissão indispensável, dentro das maternidades e fora delas. A humanização não começa só após a perda; ela deve estar presente desde o pré-natal, especialmente quando há um diagnóstico de vida breve ou uma condição que impacte a vida do bebê. É importante entender que o luto não é apenas sobre a morte. Existem lutos simbólicos: quando idealizamos um filho que não corresponde à expectativa, mesmo quando nasce com vida. Esse processo precisa ser reconhecido e acolhido por todas nós”, destacou Nicole.
Fonte: FESF SUS
FESF SUS\psicologia
17/03/2026 14:23
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