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Outubro Rosa: ações no Hospital Juliano Moreira marcam importância de cuidados pela saúde da mulher

31/10/2025 08:57

Saúde mental e saúde da mulher: uma articulação necessária para acolher as pacientes e mulheres que se dedicam a cuidar de pacientes no serviço de saúde mental. A partir deste propósito, o Hospital Juliano Moreira (HJM) realizou uma série de ações de promoção de saúde da mulher ao longo desse mês, fechando a programação da campanha ‘Outubro Rosa’, que começou no dia 01 e se estendeu até o dia 21 de outubro de 2025.

Atividades no ambulatório do HJM estimularam a reflexão sobre diversos temas, mas sempre com a participação ativa das pacientes e acompanhantes – em alguns momentos, até mesmo dos homens, quando fizeram o exercício de autoexame para diagnóstico de câncer de mama ou estavam acompanhando mulheres em atendimento na instituição. Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) foram realizadas com trabalhadoras do HJM, para exercitar a autopercepção, o autocuidado e a consciência corporal. Colagens, expressão artística e rodas de conversa envolveram os públicos interno e externo.

Os temas foram específicos. Dentre alguns, o serviço de nutrição do HJM abordou as relações entre alimentação e prevenção ao câncer. As trocas de experiências entre mulheres foram informativas, construtivas e acolhedoras, nos encontros mediados pelo HJM.

Mais que eventos e ações em dias específicos de um calendário institucional, a campanha reforça a importância do cuidado e do autocuidado constantes pela saúde das mulheres. “Hospital especializado, o Juliano Moreira oferece serviços de saúde mental. Justamente por isso, identificamos fatores específicos que também nos dizem sobre a condição de saúde de uma pessoa enquanto mulher. No HJM, o foco de todos é no cuidado do paciente. Realizamos atividades tanto no ambulatório quanto nas unidades de internação, reforçando a potência e a importância do autocuidado na saúde física e mental das usuárias”, explica a diretora clínica do HJM, a médica psiquiatra Maíra Moromizato.

Para a coordenadora do ambulatório e do Serviço de Arquivo Médico e Estatística (SAME) do Hospital Juliano Moreira (HJM), Jacira Miranda, a conscientização de profissionais, pacientes e mulheres que cuidam de pacientes demanda a superação de um determinado estereótipo. “Muitas vezes, as mulheres são reduzidas apenas à condição de ‘paciente de saúde mental’. Assim, são subestimados os desafios do que é ‘ser mulher’ no mundo em que vivemos. Aqui está o nosso propósito, que é tornar visível essa condição, para que possamos oferecer a assistência que elas precisam nos serviços de saúde, com inclusão social de todas”, reforça.

Jacira Miranda avalia que a procura por atendimentos no Hospital Juliano Moreira ocorre, em sua maioria, por mulheres. A partir dos prontuários clínicos e outros arquivos do HJM, a coordenadora do SAME sinaliza que é possível identificar quem são essas mulheres e as principais demandas de saúde que trazem; e até traçar um perfil social desse público. “Ficamos à disposição de instituições de saúde e pesquisa, entidades e movimentos sociais para aprofundar conhecimentos sobre o trabalho realizado pelo Hospital Juliano Moreira e potencializar ações de cuidado integral e intersetorial à saúde da mulher”, completa Jacira.

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