Notícias /

Encontro discute a situação do doente renal crônico no estado

10/11/2025 12:55

Em todo o mundo, no ano de 2023, 788 milhões de pessoas eram portadoras de doença renal crônica. Na Bahia, embora os dados sejam fidedignos, estima-se no mesmo ano, cerca de 1 milhão 137 pessoas sejam portadoras desta condição, que tem como principais causas a hipertensão e a diabetes. Os dados foram apresentados pela médica nefrologista Verena Casqueiro, durante palestra sobre o tema “Cenário da Terapia Substitutiva na Bahia”, durante o 8º Encontro da Rede de Atenção à Pessoa com Doença Renal Crônica.

Promovido pela Secretaria da Saúde do Estado, por meio da diretoria de Atenção Especializada, o evento, realizado no auditório Lúcia Alencar, da Sesab, foi instalado pelo subsecretário da Saúde, Paulo Barbosa, que afirmou que “estamos vivendo um momento novo no cuidado à pessoa com doença renal. Agora, surgiram novas terapias e medicamentos, e vamos viver uma transição no acesso às terapias renais substitutivas”.

A diretora da Atenção Especializada (DAE), Alcina Romero, lembrou que essa é a 8º vez que a Sesab reúne profissionais de saúde, secretários municipais e gestores para discutir as ações implementadas durante o ano e próximos investimentos para assistência aos portadores de doenças renais crônicas. Romero revelou que muito se tem investido no tratamento conservador, e com o envelhecimento da população a doença renal tende a apresentar um aumento, necessitando de mais investimentos.

“A Bahia hoje é um dos poucos estados que fez o cofinanciamento para o tratamento do doente renal crônico, porém montar serviços não é uma coisa fácil”, pontuou a diretoria da DAE, acrescentando que a Bahia ainda tem uma proporção de pacientes em diálise peritoneal baixa. A superintendente de Gestão dos Sistema de Regulação, Mônica Frank, disse que um evento que chega a sua 8ª edição significa que deu muito certo, e lançou o seguinte questionamento: “o que fazer para garantir o acesso desses pacientes?”.

Cenário na Bahia

A situação da terapia renal substitutiva na Bahia foi tema da palestra da médica nefrologista Verena Casqueiro, da DAE. De acordo com a médica, em 1990 o Brasil contabilizava 378 milhões de portadores de doença renal crônica. Em 2023, esse número pulou para 788 milhões. Na Bahia, entre 8 e 9% da população sofre de diabetes. Em Salvador, percentual é de 26%, fator que contribui para o número expressivo de portadores de doença renal crônica.

Ainda conforme a nefrologista, em 2012 a Bahia ocupava a 14º posição em número de mortes por doença renal crônica. Em 2019, passou para a 10º posição, e em 2023 para a 9ª. O estado, que atualmente conta com 42 unidades de diálise, já passou por muitos desafios, e “hoje, durante o encontro, vamos discutir como melhorar e ampliar a rede de atenção à pessoa com doença renal crônica”, concluiu.

Notícias relacionadas