Em decorrência das fortes chuvas que atingiram os municípios de Jacobina e Irecê, no centro-norte da Bahia, na noite de sexta-feira (2), causando alagamentos em diversos pontos das cidades, deixando rastros de destruição, a Equipe Estadual de Resposta Rápida (ERR), por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (CIEVS-BA/Suvisa/Sesab), deslocou-se de forma imediata para os municípios. A iniciativa teve como objetivo apoiar os territórios afetados e fortalecer a resposta às emergências em saúde pública.
Em Irecê, foi entregue um Kit Calamidade, composto por 4.259 itens, entre insumos estratégicos e medicamentos, destinados à população exposta aos efeitos da enxurrada e da inundação. O material visa reforçar a assistência à saúde e a retaguarda dos serviços locais, diante do aumento do risco de doenças e agravos associados à exposição a ambientes alagados.
De acordo com Gustavo Leão, Coordenador Geral da ERR, a atuação da equipe tem sido pautada pela rapidez, qualificação técnica e articulação com os gestores locais. “A Resposta Rápida vem cumprindo seu papel de mobilização e apoio aos territórios e municípios, com análise de cenário, articulação com gestores e apoio à tomada de decisão de forma oportuna e qualificada. Quando necessário, atuamos também na linha de frente”, destacou.
Segundo ele, o envio do kit ao município de Irecê tem como foco fortalecer o cuidado às populações afetadas. “A exposição às enchentes gera aumento do número de doenças e agravos em saúde. Por isso, o kit do Estado foi enviado para fortalecer a assistência e o cuidado dessa população”, explicou.
Ainda no município, foi realizada uma reunião de encaminhamentos com a presença do Corpo de Bombeiros, voltada à definição de estratégias prioritárias. Entre as ações pactuadas estão a sensibilização da vigilância em saúde para a notificação dos agravos, a utilização estratégica do kit enviado pelo Estado, além de ações de comunicação de risco e análise contínua de informações estratégicas para subsidiar decisões.
Em Jacobina, outra parte da ERR também atuou de forma integrada após os danos causados pelas chuvas intensas, reforçando o compromisso do Governo do Estado da Bahia com uma resposta rápida, articulada e eficaz frente às emergências em saúde pública, garantindo apoio aos municípios e proteção à população atingida.
O principal objetivo da atuação da equipe no município foi realizar uma avaliação situacional da sede no Núcleo Regional de Saúde que teve sua edificação totalmente destruída. Segundo a ERR, foi feita uma análise criteriosa das necessidades imediatas. Apesar dos danos estruturais, a rede de frio foi preservada, não havendo, assim, perda de vacinas e insumos. Imunobiológicos e outros medicamentos estão alocados, provisoriamente, numa escola local do município. O almoxarifado ficou parcialmente preservado, o que possibilitou a retirada dos insumos em tempo oportuno, garantindo que vacinas e medicamentos permanecessem adequadamente acondicionados e dentro das condições de temperatura recomendadas.
Durante a agenda no território, foram realizadas reuniões técnicas com o Núcleo Regional, coordenações e equipes municipais com o objetivo de mapear o quadro geral da situação de saúde. Apesar dos danos estruturais, nenhuma unidade de saúde municipal foi afetada, e a rede de saúde do município manteve sua capacidade de resposta. A expectativa é de que, em breve, a assistência à população retorne à rotina habitual.
A ERR também se reuniu com a Prefeitura de Jacobina, incluindo a prefeita e secretários municipais, para identificar a existência de áreas alagadas, verificar a situação da população exposta e apurar informações sobre possíveis vítimas soterradas, feridos graves ou óbitos. Conforme informado pela gestão municipal, não houve registro de pessoas desaparecidas, feridas gravemente ou óbitos.
Ainda segundo os dados levantados, algumas famílias ficaram desalojadas e desabrigadas, mas já foram acolhidas por meio de aluguel social. Há o registro de uma rua com cerca de 15 residências, totalizando aproximadamente 60 pessoas, cuja situação ainda está sendo avaliada pela Defesa Civil Municipal, com possibilidade de realocação preventiva.
Até o momento, a gestão municipal informou que inicialmente não considerou necessária a decretação de emergência, uma vez que a capacidade de resposta do município permanece ativa.
De acordo com Edson Ribeiro, Integrante da ERR, a atuação da equipe reforça a importância da análise técnica e da articulação interinstitucional para garantir respostas oportunas e qualificadas, assegurando a proteção da população e a continuidade da assistência em saúde nos territórios afetados.