Dando continuidade ao módulo 1, o EpiSUS Intermediário Nordeste 2026, proporcionou aos alunos uma imersão nos fundamentos da Epidemiologia Aplicada à Saúde Pública. O professor Ricardo Riccio, pesquisador da Fiocruz-Ba, conduziu os estudos sobre metodologias de pesquisa, diferenciando censo de amostragem e discutindo a adequação de cada método.
As aulas contaram ainda com os pesquisadores Conceição Chagas e Carlos Antônio Teles, também da Fiocruz, que detalharam a aplicação da estatística descritiva na epidemiologia de campo, abordando variáveis, medidas de frequência, razões e taxas.
O curso reúne 53 profissionais de saúde da Bahia, Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e do Maranhão, além de profissionais vinculados ao Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe. Fruto de um acordo entre a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB), a Fiocruz Bahia e a Fiocruz Brasília, com apoio e chancela do Ministério da Saúde. A especialização visa descentralizar a qualificação profissional e ampliar a capacidade de resposta em contextos epidemiológicos complexos.
No segundo turno, o professor Wildo Navegantes (UnB) focou na avaliação de sistemas de vigilância. Professor Wildo buscou despertar nos alunos o interesse crítico pelo processo avaliativo diário. Segundo ele, a avaliação permite reconduzir atividades para melhorar o serviço, capacitar municípios de forma assertiva e reorientar o controle de doenças, como tuberculose, hanseníase e controle de vetores.
Além das atividades teóricas, o módulo também incentiva a troca de experiências entre os participantes, promovendo a análise de situações reais enfrentadas nos territórios de atuação. A proposta é fortalecer a integração entre estados e instituições, estimulando a construção de estratégias conjuntas para o enfrentamento de emergências em saúde pública, com base em evidências e na realidade local.
As aulas presenciais em Salvador seguem até a próxima sexta-feira (20).
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